Learning To Breathe – Capítulo 15

Título: Learning To Breathe
Autor(a): Juliana
Shipper: Robsten
Gênero: romance, universo alternativo
Censura: NC-17

Ei
O que é que vai dizer
O que vai fazer
Quando está tudo dito
Quando está tudo dito e feito

Rob estava me deixando confusa.
“Não quero ser seu amigo”.
Ok, isto me magoara, mais que eu queria ou estava preparada para admitir.
Passei uma noite de cão pensando em como acabar com aquele vazio que algumas simples palavras podiam causar. Querendo voltar atrás, e ao mesmo tempo sabendo que eu não podia de maneira alguma mudar o que tinha dito. Estava feito.
E então, ele me aparece, tarde da noite, os cabelos bagunçados pelo vento e me diz simplesmente “Eu ainda quero ser seu amigo”.
E depois as mulheres que são confusas!
Eu deveria estar brava. Mas não, eu fiquei ridiculamente feliz.
Mesmo sabendo que aquele papo de amizade era mais furado que tudo.
Sim, eu podia até olhar pra ele e dizer que não havia nada, mas lá no fundo eu sabia.
Exista muita coisa e este era exatamente o problema.
E o que eu iria fazer agora? A razão dizia pra me afastar. Correr o mais longe possível de tudo que se relacionava com Robert Pattinson.
Então agora eu tinha que decidir: ficar e aguentar as conseqüências ou fugir.
Ele me encarou com um sorriso quando sai do meu quarto de manhã.
E com muito custo eu desviei o olhar para dar bom dia para o Tom, que parecia alheio a nossas mudanças de humor.
Por alguns instantes enquanto tomávamos café conversando sobre nada importante, era como se tivéssemos voltado no tempo em que tudo era simples e fácil.
Mas às vezes meu olhar cruzava com o dele e eu sentia aquele frio na barriga e desviava o rosto, tentando fazer meu coração parar de pular no peito.
-O que vão fazer hoje? – indaguei enquanto pegava minha bolsa pra sair.
-Tenho uns testes – Tom falou preguiçosamente e eu ri.
-Boa sorte. – eu fitei Rob – e você?
-Vou trabalhar.
Eu levantei a sobrancelha.
-Trabalhar? Você.
Ele riu.
-Vou sim. Tenho reunião com a produção do filme. Não me olhe como se eu fosse um completo vagabundo Kristen.
-Você era um completo vagabundo. Mas tudo bem, aceito que não é mais.
-Sou um bom partido agora?
-O que me interessa se é um bom partido ou não? – indaguei com mais acidez do que deveria.
-Já vão começar? – Tom exclamou rindo – não dura muito esta trégua de vocês hein?
-Cala a boca, Tom! – nós dois dissemos ao mesmo tempo e rimos.
Eu abri a porta.
-Vejo vocês a noite então.
Quando voltei a tarde, o apartamento estava silencioso.
Troquei de roupa e peguei um livro, mas não conseguia me concentrar.
De repente o telefone tocou.
Eu corri pra sala e atendi.
-O Rob está? – indagou uma voz de mulher.
Eu lutei contra aquele ciúmes idiota. Não era a Nina, certamente.
Mas então quem era aquela?
-Não, não está – respondi seca.
-Hum… você sabe quando posso falar com ele?
-Não, não sei.
-Quem está falando? – ela indagou curiosa.
-Kristen.
Eu ouvi uma risada.
-Ah, então você é a Kristen?
Como assim “então você é a Kristen?”
-Ah, me desculpe – ela continuou – eu sou Lizzy, irmã do Rob.
Então ela era irmã dele? Eu tentei não me sentir aliviada, o que foi impossível.
-Certo, darei o recado que você ligou.
-Obrigada, Kristen. Aproveita e diz pra ele que irei no show dele hoje a noite.
E desligou.
Eu fiquei olhando para o aparelho ainda tentando entender o que ela quisera dizer com “então você é a Kristen?”
De repente a porta abriu e Rob apareceu.
Como sempre eu lutei contra a vontade nada saudável de me levantar e pular em cima dele.
-Oi – ele disse sorrindo.
-Oi, sua irmã ligou.
-Qual delas?
-Lizzy. Quantas irmãs você tem?
-Duas.
-Sei…
Ele tirou a jaqueta e um calhamaço caiu do bolso dele.
Eu peguei.
-É o roteiro do filme?
-É.
-Disse que ia deixar eu ler.
-Você disse que ia me ajudar a ensaiar.
Eu ri.
-Não lembro disto.
-Você tem memória curta Kris… O que está fazendo agora?
-Nada – falei relutante.
-Então é isto que vamos fazer. Vem aqui – ele sentou no chão e me deu uma folha.
Eu li e comecei a rir.
-Oh… isto é quente! – o fitei e percebi que estava vermelho.
-Não sei se consigo fazer isto.
-Fazer o quê? – forcei, tentando não rir.
-Sexo com outro cara.
-Rob, isto é encenação!
-Ok, então vamos ensaiar isto agora.
Eu parei de rir.
-Está falando sério?
-Claro que sim. Está com medo? É só encenação Kristen.
Ele usou as minhas próprias palavras para me provocar.
-Ok, é só encenação – falei e fiquei na sua frente.
Ele sorria, como se tudo aquilo fosse uma grande piada e eu queria tirar aquele sorriso idiota do rosto dele.
-Certo, eu sou o Lorca e você Dali.
-Você não parece Lorca.
-Concentre-se; ou quer fazer papel de idiota quando for gravar?
Eu falei isto muito séria e ele parou de rir.
-Fecha os olhos e não seja mais você.
Ele fez o que eu pedi e começamos a dizer a cena.
Era fácil pra mim entrar no papel também.
Fácil até a parte em que as coisas começaram a esquentar.
Rob estava de olhos fechados e eu mordi os lábios, indecisa se continuava com aquilo ou não.
Então eu segurei seu rosto e o beijei.
Era apenas encenação.
Mas o calor que eu sentia não era nem um pouco encenado.
Eu respirei fundo e o beijei novamente, como pedia a cena.
Então ele abriu os olhos e sorriu.
Como pedia a cena, eu levei a mão à sua camisa e a tirei pela cabeça.
Suas mãos voaram para os botões da minha camisa e a tiraram.
Tarde demais eu me lembrei que não estava usando nada por baixo, além do sutiã, mas estávamos encenando então não podia parar. Não ia estragar o ensaio.
Ofegante, eu fiquei na ponta dos pés e o beijei na boca, queixo, pescoço. Minhas mãos o empurrando para baixo, até estarmos ajoelhados sobre o tapete.
E ele se afastou de mim, um expressão de medo no olhar.
Eu segurei seu rosto.
-Olhe pra mim… olhe pra mim, Salvador – pedi, tocando seu rosto, seu peito, até que ele voltasse a me encarar – você vê? – sussurrei.
-Não me deixe – ele pediu e eu encostei a testa na dele, nossa respiração se misturando e nos beijamos de novo, com desejo.
As mãos dele tinham que tirar minha camisa neste momento, mas como não havia camisa, ele tirou meu sutiã.
Tudo em nome da arte.
Então nós caímos no tapete, numa confusão de mãos e pele se tocando.
E como pedia a cena eu o deitei de bruços e deslizei meus lábios por suas costas.
Ele tinha um gosto delicioso e toquei com a língua a pequena pinta preta em sua pele.
-Você tem uma pintinha – sussurrei.
Ele riu e virou de costas.
E eu abaixei a cabeça e beijei seu peito.
Rob gemeu.
-Kristen, a cena não acaba assim – sussurrou e eu ri.
-Quem se importa?
Eu estava pra lá de excitada com aquela cena e não tinha a menor vontade de parar.
Rob me puxou pelo cabelo e grudou os lábios na minha boca, roubando o resto de ar que havia em meus pulmões.
As mãos deslizaram por minhas costas e pousaram nos meus quadris, me trazendo para mais perto e rolou comigo pelo tapete até estar por cima de mim, um joelho entre minha pernas e a boca deslizando por meu rosto afogueado.
O peito quente atritava deliciosamente contra meus seios sensíveis e eu podia sentir seu coração batendo tão descontrolado como o meu.
Então ele levantou a cabeça e sorriu e eu sorri de volta e naquele momento não havia nada mais perfeito do que nós dois juntos.
-Acha que fui bem em cena? – indagou e eu mordi seus lábios levemente.
-Talvez tenhámos que fazer de novo…
-Acha que foi um bom Dali? – ele falou deslizando os lábios até meu ouvido.
-Eu fui um Lorca melhor do que você foi um Dali, sem dúvida.
Ele riu, voltando a me fitar.
-Pelo menos Garcia e Dali eram amigos. Como nós, não é engraçado?
Oh Droga!
Ele tinha que estragar tudo.
Senti o clima mudando totalmente quando as palavras dele fizeram sentido tanto pra mim, quanto pra ele próprio.
Eu fiquei séria e o empurrei, procurando minha blusa.
Ouvia ele falando um palavrão baixo, enquanto fazia o mesmo.
-Eu sinto muito por isto – Ele disse por fim.
Eu cruzei os braços em frente ao peito.
-Acho que não é questão de pedir desculpas – murmurei.
Eu tinha raiva de mim mesma naquele momento.
-Então qual é a questão? – Rob indagou e eu o fitei. Ele parecia irritado.
E sinceramente, não podia culpá-lo.
Mas eu não consegui responder.
Como explicar o que nem eu mesma entendia?
-Eu jurei a mim mesmo que não ia mais fazer isto. Que eu ia respeitar o que tinha pedido, não ia mais ficar insistindo, mas eu não sei se consigo.
Eu mordi os lábios com força, pra conter o nó que se formava na minha garganta.
-Eu sei – murmurei, começando a chorar. Me sentindo miserável.
-Meu Deus, Kris, não chora – ele parecia mesmo desolado, e se aproximou, mas eu me afastei, enxugando o rosto.
-Não, esta tudo bem. Eu só preciso…
Neste momento a porta se abriu e Tom entrou.
Ele olhou pra Rob e depois pra mim.
-O que está rolando? Kris você está bem?
-Estou sim…
E corri pro meu quarto, batendo a porta e me atirando na cama.
Quando a porta se abriu e o Tom entrou eu não me mexi.
Ele sentou ao meu lado e eu deixei que ele me abraçasse, até que eu conseguisse parar de chorar.
-Talvez eu não deva perguntar, mas acho que não consigo deixar de perguntar de qualquer jeito.
-Eu sou uma idiota Tom – murmurei com a voz cansada.
-Não acho você uma idiota. Um pouco antipática mas não idiota.
Eu ri, enxugando o rosto.
-Eu sou um monte de coisa que você não faz idéia.
-Não precisa falar se não quiser.
-Acho que eu não quero mesmo.
-Então deixa eu te dizer uma coisa, mesmo sabendo que ele pode quebrar meu nariz por isto. Aquele cara la na sala é meu melhor amigo e eu nunca o vi tão contrariado como hoje. E eu sinceramente acho que isto tem a ver com você.
-Você deve estar me odiando.
-Não. Eu não sei que raio vocês estão fazendo pra causarem tanta confusão. Ou porque ficam brigando, quando eu sei, que também andam se pegando.
-Que coisa mais grossa de se dizer Tom – eu ri.
-Por que você estava chorando Kris?
-Não sei… Eu só queria que pudéssemos continuar amigos, mas não vai dar mais.
-Por que não podem ser mais que amigos?
-É complicado.
-É porque vai voltar para os Estados Unidos em breve?
-Também – não era exatamente uma mentira, mas não era toda a verdade.
-Porque apenas não deixa as coisas rolarem?
-Não é tão fácil assim.
-Pra mim parece bem fácil.
-Mas não e só sexo, Tom – eu disse baixinho, porque sabia que era disse que ele estava falando – seria bem mais fácil se fosse.
Ele não falou nada. Apenas continuou me abraçando.
Até que eu me afastei.
-Já te aluguei demais.
Ele se levantou.
-Estou indo pro show do Rob… vai vir também?
-Não é uma boa idéia.
-Acho que concordo com você.
-Divirta-se…
Então eu me lembrei do telefonema da irmã do Rob.
-Ah, fale pro Rob que a irmã dele ligou e disse que ia no show hoje a noite.
-Eu aviso.
Ele saiu do quarto eu voltei a me deitar.
E agora eu tinha complicado tudo de novo.
E não sabia o que fazer.
E comecei a chorar de novo.
Era realmente muito irônico que eu tivesse viajado pra tão longe pra cometer os mesmos erros de sempre.
Eu dormi e quando acordei estava tudo escuro e o apartamento silencioso.
Eu sai do quarto e tomei um banho.
Mas ainda não me sentia melhor.
Eu precisava sair dali.
Ficar sozinha nunca me fizera muito bem e eu tinha medo de cometer mais erros idiotas.
Então eu me arrumei e saí.
Certo, para quem queria ficar longe de tudo eu fui muito sem noção em ir parar exatamente no último lugar que deveria ir: no pub onde o Rob ia tocar.
Mas eu não precisava falar com ele. Eu podia entrar e ficar de longe, talvez ele ja estivesse tocando.
E realmente estava.
Eu o vi no palco, tocando seu violão e senti um aperto no peito.
No fundo, eu sabia o que me mantia longe dele.
Rob não merecia alguém como eu.
Ele ficaria feliz de se livrar de mim com certeza.
-Hei Kris.
Eu olhei em direção a voz e avistei Tom e uma loira em uma mesa.
Oh droga. Seria muito sem educação da minha parte nem dizer um oi.
Eu me aproximei sem graça.
-Achei que não viesse – ele apontou pra loira – está é a Lizzy, a irmã do Rob.
E loira sorriu.
-Finalmente eu te conheço.
Eu fiquei vermelha.
-Como assim.
-O Rob me falou de você.
Oh, Deus. Era só o que faltava.
-Espero que não tenha falado muito mal – tentei brincar e ela riu.
-Não, muito pelo contrário.
Eu fiquei esperando que Lizzy me dissesse o que Rob tinha falado, mas ela não continou.
-Por que não senta aqui com a gente?
-Eu preciso ir… apenas… dei uma passada.
Tom me lançou um sorriso de entendimento.
-Quer que eu vá com você?
-Não! Fica.
-Que pena que não pode ficar – Lizzy falou – mas apareça amanhã la em casa. É aniversário do Rob e eu vim pra convidar o Tom e você.
-Vamos ver – eu respondi atordoada.
Até parece que eu iria, pensei enquanto me afastava.
Mas antes que eu pudesse fugir, mãos agarraram meu braço.
-Kris…
Antes mesmo que me voltar, eu sabia quem era.
-Rob…
-Porque está indo? – ele indagou tenso.
Eu dei de ombros.
-Apenas dei uma passada… Preciso ir embora mesmo.
-Me desculpa por hoje à tarde – ele passou a mão nos cabelos – eu não deveria…
-Pára Rob! Não tem motivos pra ficarmos martelando neste assunto.
-Eu falei sério quando disse que concordava em ser só seu amigo.
-Eu sei.
Meu Deus, eu não sei qual de nós dois era mais mentiroso.
Talvez ganhássemos um Oscar um dia.
De repente eu comecei a rir.
Rob me fitou como se eu fosse maluca e não estava longe da verdade.
Eu estava mesmo me comportando como uma lunática.
Toda aquela situação era ridícula.
-Vamos parar com isto Rob. Chega – eu falei respirando fundo e tentando parar de rir histericamente -você não quer ser meu amigo e eu também não. Nós queremos terminar aquilo que começamos várias vezes e talvez Tom tenha razão, tudo é muito fácil e nós que complicamos as coisas.
-Kris… você está bem?
Eu ri mais ainda.
-Estou. Pela primeira vez eu acho que estou. Olha, eu preciso conversar com você. Mas não agora. Volte para seu show. Amanhã nos falamos.
-Não – é sério Rob, sua irmã já está me encarando estranhamente.
-Ela sabe de você.
Eu fiquei séria.
-Sabe o quê?
Ele passou a mão pelos cabelos.
-Tudo.
-Tudo o quê? – eu comecei a ficar realmente apavorada.
Ele não teria contado “tudo” pra irmã dele, teria?
Eu iria morrer de vergonha.
-Deixa pra lá. Porque não fica e quando eu terminar nós saímos e conversamos.
Eu mordi os lábios.
Certo, o que me parecia tão simples há poucos minutos agora já não parecia tão simples assim.
-Não sei se estou preparada pra conversar com você hoje. Já aconteceu muita coisa e…
-Certo. Amanha então.
Ele se virou para voltar para o palco e então eu me lembrei.
-Amanhã é seu aniversário.
Rob se virou e sorriu.
-Pois é, isto acontece uma vez por ano.
E voltou para o palco.
Eu sai do pub e caminhei pela noite escura.
Me perguntando onde tudo aquilo iria nos levar.
Eu tinha decidido, enquanto ria feito uma louca, que não adiantava nada fugir.
Eu tinha que ficar com ele.
Mesmo que fosse a coisa mais idiota do mundo a se fazer.
Eu cheguei em casa e ao contrário do que imaginava, dormi imediatamente.
Acordei com Tom me sacudindo.
-Acorda!
-O quê? a casa está pegando fogo?
Ele riu.
-Não, quero que vá comigo comprar um presente pro Rob.
-De madrugada?
-Já passa da meio dia, Kristen.
-O quê? – exclamei horrorizada.
-Achei que tinha morrido.
-Oh Droga!
-Tudo bem, eu te perdoo se levantar agora e ir comigo.
-OK, eu vou… é… o Rob está por aí?
-Não, ele saiu. Agora anda cheio dos compromissos.
-Certo. Vou me arrumar e já saiu
Quando eu e Tom voltamos já estava anoitecendo e eu não tinha comprado nada;
Percorremos todas as lojas possíveis de Londres e eu simplesmente não achava nada legal pra dar pra ele. Não tão legal quanto o violão ele tinha me dado pelo menos.
Rob estava lá quando chegamos e eu me senti meio sem graça.
Ele sorriu ao nos ver.
-Achei que tinham fugido.
Tom riu.
-Eu tentei convencer a Kris a me levar pra Los Angeles e la nos casaríamos e eu conseguiria o green card.
-Você me chamou de antipática, acha mesmo que eu casaria com você? – eu o empurrei.
-Eu tentei pelo menos.
-Que bom que se divertiram – Rob comentou irônico.
Eu e Tom olhamos pra Rob.
E sim, ele tinha detectado a mesma coisa que eu.
Rob estava irritado conosco.
-Hei, sabe o que estávamos fazendo, não podia te levar junto, cara.
Rob não falou nada.
-Eu vou me arrumar, sei que sua mãe não gosta quando nos atrasamos.
Tom se afastou e eu fitei Rob.
-O Tom pediu que eu o ajudasse a comprar um presente pra você.
Eu pensei ter visto a sombra de um sorriso tenso nele.
-E você vai..? – indagou.
Eu suspirei.
-Sim, eu vou. Sua irmã me convidou.
-Não se sinta obrigada.
-Ninguém está me obrigando. – eu mordi os os lábios, remexendo os pés sem graça – é seu aniversário e quero estar lá, satisfeito?
Ok, vê-lo me lançar aquele sorriso, valia qualquer coisa.
Eu estava perdida. Decididamente.
-Eu… vou… me arrumar.
E sai dali rapidamente.
Estava uma noite super fria quando saímos do prédio do Tom e tentávamos pegar um táxi, mas não achávamos nada.
-Vamos mudar de rua – Tom falou me puxando.
Nós caminhamos até uma rua mais movimentada.
Relanceei o olhar pra Rob que se encolhia de frio como nós, passando a mão pelos cabelos sempre despenteados e de repente tive uma idéia.
-Me esperem aqui.
E corri pra uma loja ali perto.
E quando voltei, entreguei a sacola a ele.
-O que é isto?
-Um presente.
Ele pegou a toca preta de dentro e riu.
-Parece bastante apropriada.
Eu peguei a toca e coloquei em seus cabelos.
-Totalmente apropriada. Feliz aniversário.
E ficamos nos olhando, esquecidos do resto.
Até que Tom assoviou.
-Achei um táxi!
E Rob sorriu, pegou minha mão e me levou para o táxi.
Ok, eu não sei o que esperava quando concordei em ir pra casa dos pais dele, talvez esperasse uma super festa, sei-lá
mas só estava la os pais dele, as duas irmãs e eu e Tom.
E eu de repente me senti meio intrusa naquele que deveria ser um jantar de família.
E para completar, Rob não largava minha mão e o pior de tudo: eu não queria que ele largasse.
-Onde arranjou está toca? – Victoria, a outra irmã dele perguntou.
-A Kris me deu.
Eu fiquei vermelha quando todos os olhos se voltaram pra mim.
-E então, está gostando de Londres? – Victoria indagou.
-Ah, estou…
-Você é de Los Angeles? Vai ficar muito tempo? – Lizzy me encarou fixamente e eu mordi os lábios.
-Ainda não sei – respondi sinceramente – eu vim pra fazer um curso.
-E não tem mesmo como ficar aqui? – Lizzy insistiu e Rob lançou-lhe de advertência.
-Porque não vai cuidar da sua vida, Lizzy?
-Nossa, que nervosinho. Só queria ajudar e…
-Lizzy, chega – Victoria pediu – nos já entendemos.
Rob olhou pra mim.
-Desculpe pela minha irmã.
Eu ri, ninguém mais prestava atenção na gente.
-Não tem problema.
Uma cachorra branca pulou no colo de Rob.
-Está é a Patty, minha cachorra.
-Que bonitinha – eu a puxei pra mim – eu também tenho um cachorro.
Rob me encarou estranhamente e eu desviei o olhar, percebendo que era a primeira vez que eu falava da minha vida fora de Londres.
A mãe dele nos chamou pra comer e nada mais foi dito.
E estaria tudo realmente bem, se eu não percebesse que a família dele estava me tratando como namorado do Rob.
E o estranho era que eu estava curtindo deixar aquela mentira perdurar.
Eu era uma idiota mesmo.
E no fim da noite, me surpreendi quando a mãe de Rob virou-se para nós.
-Eu já preparei o quarto de vocês.
Eu arregalei os olhos.
-Vamos dormir aqui? – indaguei surpresa pra Rob.
-Você se importa? Está tarde e minha mãe sempre faz isto. O Tom está acostumado.
-Não, tudo bem – falei aliviada. Afinal o Tom ficaria também.
Nós subimos e Tom deu boa noite e entrou num quarto e Rob me puxou pra outro.
-Este é meu quarto.
Eu olhei em volta.
Certo. Era brincadeira não era?
Os pais dele não iam me colocar na mesmo quarto que ele.
Ou iam?
Eu o fitei.
-Eles me colocaram pra dormir aqui com você?
Ele tirou a toca e coçou os cabelos parecendo meio sem graça.
-A não ser que prefira ficar com o Tom no quarto de hóspedes.
Eu mordi os lábios.
E agora?
-Não, tudo bem – falei com um pequeno sorriso, dando de ombros – já dormimos antes juntos não é?
Ele sorriu.
-Sim, Kristen.
-Bem, eu… não trouxe nada pra dormir.
-Eu te empresto um pijama meu.
Eu ri e peguei o pijama que ele me passava e entrei no banheiro que tinha ali.
Eu tirei minha roupa e coloquei a camisa do pijama, que ficava bastante cumprida, e me olhei no espelho.
Meus cabelos estavam presos e eu os soltei, as mechas caindo soltas por meu ombro.
Meus olhos estavam brilhantes e meu rosto avermelhado.
Eu tentei conter minha respiração e as borboletas no meu estômago. Daquelas que antecipavam um grande acontecimento.
E sorri pra mim mesma.
De algumas coisas a gente não podia fugir. Não tinha jeito.
Eu abri a porta e voltei para o quarto.
Ele estava meio deitado, embaixo das cobertas e sorriu pra mim.
-Vem aqui Kristen.
Eu soltei a respiração lentamente e e fui.
continua

13 Responses to 'Learning To Breathe – Capítulo 15'

  1. mila disse:

    derreti!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    obrigada
    bjos

    [Reply]

  2. Helinha disse:

    Hum…
    oq será q vai acontecer com esses dois !
    aí eu vou morrer de curiosidade

    [Reply]

  3. Camille disse:

    Vá, ela já disse que tinha um cachorro, é um começo. Falta o resto todo para descobrir xD
    Lençois do Rob? Kiki, não te queixes : P

    [Reply]

  4. Manoela disse:

    é maldade terminar nessa parte
    que LINDOS!

    [Reply]

  5. Vivi disse:

    Até q enfim, eles são tão fofos juntos!!!Se merecem. Bjos

    [Reply]

  6. Isabella disse:

    Nossa… que tortura esperar até amanhã !! Parabéns pela fic ! Está linda !

    [Reply]

  7. DRI disse:

    GENTEEEEEEE QUE NERVOSOOOOOO!!!!! HJ DEFINITIVAMENTE NAUM DURMO!!!! QUE CHEGUE LOGO AMANHÃ, QUE CHEGUE LOGO AMANHÃ!!!!!!!

    [Reply]

  8. Miss Pattstew disse:

    nossa e aquele amasso todo da kris e do rob?OMG!
    pena não ter dado em nada
    hum…quem sabe no proximo cap ja que eles vão dormir juntos né?
    essa fic é viciante!
    to em abstinencia até o proximo cap

    [Reply]

  9. Vanessa disse:

    oh serah que vai rolar algo a mais?
    adorando a fic!

    [Reply]

  10. Carolina disse:

    ai q lindo!
    Bjs!

    [Reply]

  11. ALAIS disse:

    OMG! O.O
    CADA CAP É UMA TORTURA KKKKKKKKKK
    SÉRIO JULIANA, VC É DEMAIS KKKKKKKKK
    FICA DIFICIL PRA MIM DORMIR AGORA KKKKKKKK
    GOD, TO BEGE O.O

    [Reply]

  12. disse:

    É mt maldade terminar justo ai…que tortura esperar o outro cap. Mas estou amando muuuuuuuuuuuuito a fic! Parabéns!

    [Reply]

  13. Sa Araújo disse:

    gente é muita maldade terminar assim esse capitulo.
    estou aqui morrendo.
    pelo amor de Deus poste logo o proximo capitulo
    se não vou ter um ataque cardiaco aq.

    [Reply]

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