Learning To Breathe – Capítulo 6

Título: Learning To Breathe
Autor(a): Juliana
Shipper: Robsten
Gênero: romance, universo alternativo
Censura: NC-17

Vi que havia uma para cada dia

Com os bons nos meus ombros

Eu afastei os outros

Nós estávamos na rua quando Rob lembrou que queria

deixar a chave e voltou ao apartamento.

Eu olhei pra Tom e então reparei que ele estava carregando um violão.

-Roubou isto também?

-É do Rob… – Tom me encarou ressabiado – é… Kris… Você se importa do Rob ficar lá em casa… é temporário…

Sim, eu já desconfiava disto.

-Bem, era este o plano de vocês não é? Antes de eu aparecer…

Ele ficou vermelho e eu de repente me senti uma intrusa ali.

Tom havia me oferecido sua casa apenas porque lhe era conveniente, mas Rob era seu amigo.

Eu mordi os lábios.

E também não era como se eu não tivesse pra onde ir.

Eu me forcei a sorrir.

-Olha Tom, não se preocupe com isto. Eu vou procurar um lugar pra mim…

-Não! Eu não quis dizer isto…

-Eu sei. Mas o Rob não pode ficar no seu sofá pra sempre.

-Acredite, ele não se importa com isto.

-Eu me importo.

-Kris…

-É sério, Tom; eu vou mesmo procurar um lugar.

-Se você quer assim. Mas saiba que não precisa mesmo fazer isto.

-Eu sei. Mas eu quero.

Rob voltou e pegamos um táxi.

Estávamos todos estranhamente silenciosos, cada um perdidos em seus próprios pensamentos.

A noite caía e então Tom me cutucou.

-Vamos beber?

Eu sorri pra ele.

-Achei que eu não tinha idade pra beber.

Ele deu de ombros.

-Mudei de idéia.

-Ok !

Nós entramos num pub lotado e havia muita gente lá que eles conheciam e Tom me apresentou a todos e eu tentei conter minha timidez natural e ser simpática, sem muito sucesso, desconfiava.

Rob estava sentado num canto, fumando um cigarro e eu sentei ao seu lado.

-Me arruma um?

Ele levantou as sobrancelhas, divertido.

-Não vai começar com aquele ladainha do Tom vai?

-Não vou não – ele riu e me passou um cigarro.

Ficamos em silêncio por um tempo.

-Então você toca? – Perguntei pra puxar assunto.

Ele deu de ombros.

-Toco sim.

-Eu também.

-Você toca? – indagou surpreso e eu fiquei vermelha.

-Na verdade eu tive que aprender para… – eu me calei.

-Pra que? – ele insistiu.

-Pra satisfazer uma vontade que eu tinha de aprender a tocar algum instrumento – falei rápido – isto não quer dizer que eu toque de verdade – acrescentei – nem tenho um violão.

Rob riu, me fitando de um jeito que me deixou meio incomodada. Como se tentasse descobrir algo que eu não queria de maneira alguma mostrar.

-Você é uma pessoa estranha Kristen sem sobrenome.

Eu desviei o olhar.

-Você ainda não viu nada.

-Eu sei.

E este “eu sei” me soou como “vou descobrir”.

E eu fiquei com medo, nem ser por que.

Era ridículo.

Então um cara esquisito subiu ao palco e chamou o nome do Rob.

Rob se levantou e pegou o violão indo pro palco.

E começou a tocar.

Eu fiquei ouvindo, sem conseguir desviar o olhar.

Rob não tocava de uma maneira certinha, perfeita.

Mas era tão natural e atordoante que me deixou com vontade de poder fazer o mesmo.

Embora eu soubesse que era medíocre tocando.

Nós fomos pra casa no fim da noite, ligeiramente alcoolizados, mas ainda conscientes.

-Boa noite pra vocês – eu disse e entrei no meu quarto.

Olhei em volta.l

Ia sentir falta dali.

E sobretudo ia sentir falta do Tom.

E do Rob.

Ignorei a dorzinha no peito que este pensamento me causou.

POV do Rob

Eu olhei a porta se fechar atrás dela e Tom se virou pra mim.

-A Kris vai embora.

-O que? – indaguei acendendo um cigarro.

-Ela me disse que vai procurar outro lugar pra morar.

-Isto tem a ver comigo?

-Claro que sim.

-Tom, eu não vou ficar aqui pra sempre.

-Nem ela ia, aposto.

-Não é isto que eu quis dizer.

-Eu perguntei pra ela se tinha algum problema você passar um tempo aqui.

-E com certeza isto é um problema pra ela, já que preferiu ir embora? – falei irônico.

-Eu não sei. Mas ela prefere procurar outro lugar. Falei que não precisava ir. Cara, eu sei que ofereci pra você antes, mas também não podia deixar ela na mão.

-Nem eu ia pedir isto.

Eu tentei analisar como me sentia com esta noticia.

Então ela iria embora.

Na verdade, eu ainda não tinha pensado no que fazer dali pra frente.

Pra onde ir, e coisas práticas assim. A casa do Tom sempre fora minha segunda casa. E a minha a dele.

Era natural contarmos com isto.

Eu não pensei em pedir permissão pra ficar ali. Não precisava

mas eu tinha esquecido da garota estranha que dividia o apartamento com ele agora.

Hoje de novo eu ficara com a sensação que ela escondia algo.

Ou tudo.

E o mais estranho disto tudo era a vontade que eu tinha de descobrir.

O que era insano.

Eu já estava tão cheio de problemas envolvendo uma mulher que não precisava me preocupar com mais uma.

Agora ela iria embora. Então havia mais razão pra eu me preocupar.

Eu deveria estar satisfeito com isto. Agora seria só eu e Tom. Como sempre.

Mas em vez disto eu estava me sentindo culpado. Droga.

Talvez eu devesse falar com ela.

No dia seguinte, quando acordei Kristen já havia saído.

O telefone tocou e como eu previa era Nina.

-Você podia ter me avisado que iria lá em casa.

-Sua casa.

-Foi nossa casa por dois anos Rob.

-Mas não é mais.

Eu a ouvi respirar fundo.

-As coisas não precisam ser assim.

-E seriam como?

-A gente podia conversar?

-Conversar pra que?

-A gente simplesmente não pode ignorar que passamos dois anos juntos…

-Nina, eu preciso desligar. Depois nos falamos.

Eu xinguei baixinho e Tom riu.

Coloquei minha jaqueta.

-Onde vai? Pensei em ficarmos o dia inteiro de boa hoje, a Kristen vai passar o dia de novo naquela aula dela…

-Eu preciso sair. Depois nos falamos.

Havia um jardim em frente à The Academy Drama School.

Eu e Tom havíamos freqüentado por um tempo. Na verdade estávamos mais interessados em conhecer garotas do que outra coisa.

Nada havia mudado por ali. E eu sentei num banco e acendi um cigarro, esperando.

Ela apareceu no meio da tarde. Os cabelos fatigados pelo vento e o rosto vermelho de frio.

Eu a observei por um tempo, caminhando com cara de poucos amigos, indiferente aos olhares masculinos em volta dela.

De repente ela levantou o olhar e me viu e eu sorri.

-O que faz aqui? – perguntou surpresa.

-Sente aqui.

-Pra que?

-Quero conversar com você.

Ela se sentou, embora parecesse contrariada.

Mas eu já tinha percebido que ela parecia contrariada quase todo o tempo.

-Posso perguntar uma coisa?Você e o Tom não fazem nada da vida?

Eu ri.

-Praticamente nada.

-É incrível. – falou irônica – e vocês vivem do que?

-O Tom tem família rica.

-E você também? Ou o Tom sustenta você? Ou… – ela arregalou os olhos – sua namorada te sustentava?

-Quanta curiosidade Kristen…

Ela desviou o olhar.

-Esquece.

-Eu fiz um filme há uns 2 anos e ganhei um dinheiro bom.

-E não vai fazer mais nada da vida?

Eu dei de ombros.

Era uma pergunta que eu me fazia há dois anos.

E ouvir da boca dela parecia muito estranho.

-Esquece de novo – ela falou – estou sendo enxerida. Enfim, o que veio fazer aqui?

-Vim falar sobre a sua saída da casa do Tom.

-Oh… Deve estar ansioso pra deixar o sofá!

Eu ri.

-Estou sim.

-Olha, eu ainda não procurei nada, mas não vai demorar…

-Kristen, você não precisa ir embora.

-Preciso sim.

-Por minha causa?

-Sim… Não – ela falou confusa.

-Decida-se: sim ou não? Porque se eu te incomodo, posso ir pra outro lugar.

-Claro que não. O que me incomoda é que… você e o Tom são amigos. É óbvio você ficar lá. Eu sou a estranha. Quem deve sair sou eu.

-Por que não pode ficar também?

-Com você dormindo no sofá eternamente?

-Você está me oferecendo sua cama? – eu provoquei.

Era uma brincadeira e ela ficou vermelha.

Eu tive vontade de passar os dedos por sua bochecha, ver se era tão macia como parecia.

-Que engraçadinho! – falou irritada.

-Kristen, minha estada na casa do Tom é temporária.

-A minha também. Por isto eu posso ir embora. E isto não está mais em discussão.

-Certo. Se quer assim.

-E não finja que se importa com isto.

-Acha que não me importo?

-Nem me conhece!

Sim, eu não a conhecia e ela tinha razão. Eu nem deveria me importar, se ela ficava ou ia.

E eu me perguntei o que estava fazendo ali.

-Certo, Kristen. Vá para onde quiser. – falei mais irritado comigo mesmo do que com ela.

-Isto já está decidido – ela se levantou – preciso ir. Tenho que… arranjar um lugar pra morar, não é?

-Eu ajudo.

Ela me encarou.

-Eu não preciso de ajuda.

-Você não conhece Londres. E as únicas pessoas que conhece sou eu e o Tom.

-Não é verdade.

Mas nós sabíamos que era.

-Ok, vai ser mais fácil mesmo se me ajudarem. Pelo menos terão com o que ocupar o tempo de vocês – falou cheia de sarcasmo e eu ri.

-É uma boa lógica.

-Já que resolveu me ajudar, vamos olhar o mural aqui da escola.

-Certo.

Eu a acompanhei pra dentro e paramos em frente ao mural e ela riu sozinha.

-O que foi?

-Foi aqui que eu conheci o Tom.

-Fiquei sabendo…

Ela pegou um aviso

-Este parece interessante. Quando chegarmos em casa, eu ligo.

-Certo. Vamos para casa.

[continua]

4 Responses to 'Learning To Breathe – Capítulo 6'

  1. ALAIS disse:

    OMG! MUITO PEQUENO O.O
    EU QUERO MAIS E VOU PASSAR 3 DIAS SEM NET O.O
    EU VOU SURTAR NA MINHA PEQUENA VIAJEM, JURO
    TÁ TÃO LEGAL EU QUERIA MAIS =/

    [Reply]

  2. Dri disse:

    Ahh mais já? =/
    queria mais …to adorandooooo a fic
    capítulos extras plixxx plixxx

    [Reply]

  3. Manoela disse:

    aiiii
    que lindos
    poxa viiida ela nao precisa ir embora

    [Reply]

  4. Clarisse disse:

    aunt *-*
    Tô amando a fic, mto boa mesmo. Assim como foi Remember me.
    Vou ficar o fim de semana todo sem net, vou me roer toda de curiosidade até segunda feira.

    [Reply]

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*