Título: Learning To Breathe
Autor(a): Juliana
Shipper: Robsten
Gênero: romance, universo alternativo
Censura: NC-17
Seja meu amigo
Me segure, me embale
Me descubra, eu sou pequena e necessitada
Me aqueça e me respire
Ai, eu me perdi de novo
Me perdi e não há lugar nenhum pra me encontrar
É, eu acho que poderei quebrar
Me perdi de novo e me sinto insegura
Pov do Rob
Mas que porra eu estava pensando ao beijar a Kristen?
Eu podia culpar a bebida. Mas a verdade era que eu queria fazer aquilo a bastante tempo.
Havia algo nela que era irresistível. E eu me dava conta agora que só o que me mantivera afastado fora o fato de estar saindo de uma relação desgastante e pra ser sincero, eu não tinha a menor vontade de me envolver com outra pessoa.
E acho que Kristen não se enquadrava na categoria de quem eu poderia dormir e esquecer.
Não com ela morando na casa do Tom.
Então era melhor eu esquecer aquele beijo.
Eu acordei com um celular tocando.
Por um momento achei que fosse o meu. Seria a Nina me atormentando de novo? Ás vezes ela fazia isto quando namorávamos. Ficava me ligando de madrugada ate que eu atendesse e ela me convencesse a encontrá-la. E tudo começava de novo.
Mas não era meu celular.
Era o da Kristen, que havia ficado no chão da sala.
Sem pensar eu peguei e atendi.
-Alô!
Uma voz masculina me interceptou.
-Quem esta falando?
-Me desculpa, deve estar estranhando, mas eu atendi o celular da Kristen.
-Quem é você?
Eu ri.
-Ninguém.
-Cadê a Kristen?
-Esta dormindo… é importante?
-Como assim? Quem é você? – falou a pessoa ainda mais irritada.
Então eu me lembrei que era aniversário dela e provavelmente o homem no telefone queria lhe dar os parabéns.
-Espera, eu vou acordá-la.
Eu fui até seu quarto e bati.
-Kristen?
Mas ela não atendeu.
Eu abri a porta e entrei.
Ela dormia profundamente e eu tive pena de acordá-la, mas achei melhor que ela falasse com o cara no telefone.
-Kris? – eu a sacudi devagar e ela acordou assustada.
Eu sorri lhe mostrando o telefone.
-É pra você?
-O que?
-Acho melhor atender.
Ela pegou o celular ainda zonza e eu pude ouvir alguns gritos.
-Oh… Espera… porque está me ligando agora? Eu não quero… – ela se calou ouvindo o que a pessoa dizia.
E eu me senti um intruso. Saí do quarto fechando a porta atrás de mim.
Ainda podia ouvir a voz dela abafada através da porta fechada.
Quem seria o homem no telefone?
Bem, não era da minha conta.
Eu acendi um cigarro, totalmente sem sono agora.
Depois de um tempo, eu ouvi a porta dela abrir e ela apareceu.
O cabelo despenteado e o rosto tenso. Ela roía as unhas nervosamente.
Parecia tão atormentada, parada ali, vestindo apenas aquela camiseta e o rosto mortalmente pálido.
-Você esta bem? – indaguei preocupado.
Ela deu de ombros.
-Desculpa por meu celular ter te acordado.
-Não tem problema. Provavelmente era alguém querendo te dar parabéns, acertei?
Ela fez uma careta.
-É… acho que era isto.
-Vai ficar parada aí? – perguntei depois de um tempo em que ela não se mexeu.
-Acho que estou me sentindo um pouco… deprimida.
Ela falou isto com a voz trêmula e a impressão que eu tinha era que ia desabar a qualquer momento.
-Vem aqui – eu falei e ela se aproximou, sentando ao meu lado.
Eu passei o cigarro.
Ela pegou com as mãos trêmulas e tragou.
-Quer me contar? – eu indaguei depois de um momento, mas já sabia que ela não falaria nada.
Kristen era um segredo muito bem guardado para mim.
Ela só deixava que víssemos o que ela quisesse.
Então eu não me surpreendi quando sacudiu a cabeça negativamente.
-Posso apenas… ficar aqui um pouco?
-O quanto quiser.
Ela deitou a cabeça em meu ombro e pareceu natural que eu passasse o braço em volta do seu corpo frágil.
Nada foi dito, nada foi revelado.
O cigarro se foi e continuamos assim, em silêncio, até que eu percebi que ela estava dormindo.
Bem devagar, eu a peguei no colo e a pus na cama, a cobrindo.
Eu fiquei a observando por alguns instantes, me lembrando da outra noite em que a encontrei no banheiro.
E me perguntei de novo qual era a dela.
Mas talvez, disto eu nunca saberia.
Pov da Kristen
Eu acordei com dor de cabeça e sem saber como tinha vindo parar na minha cama.
Fiquei vermelha imaginando que Rob teve que, de novo, me carregar pra cá.
Isto já estava se tornando um hábito.
Um mal hábito.
Olhei o relógio e me surpreendi ao ver que já era tão tarde. O dia estava claro, mas sem sol e eu fiquei na cama e me lembrei do beijo de novo.
Não fora nada. Na-da.
Aposto que Rob nem se lembrava mais e eu tinha que fazer o mesmo.
Um beijo não mudava nada.
Eu não estava em Londres para me envolver com ninguém. Não mesmo.
Peguei um livro e fiquei lendo, sem a menor vontade de sair do quarto. O apartamento estava silencioso e Rob e Tom deviam ter saído.
Depois eu acabei pegando no sono de novo e quando acordei já era noite.
Eu sai do quarto, praticamente me arrastando e vi Tom saindo do quarto dele todo arrumado.
-Uau, onde é a festa? – indaguei bocejando.
-Na casa dos meus pais – ele falou meio nervoso, tentando arrumar a gravata.
Eu tive vontade de rir, nunca tinha visto o Tom daquele jeito.
Eu me aproximei e arrumei pra ele.
-Por que está nervoso?
-Você não conhece meus pais…
-São seus pais, já devia estar acostumado.
-É este o problema.
Eu me afastei em direção ao banheiro ainda rindo e tomei um susto quando a porta se abriu e Rob saiu de lá todo vestido de preto
Ele estava… assim… de matar.
Já há algum tempo eu tinha admitido pra mim mesma que o achava bonito.
Mas agora eu podia acrescentar muito mais elogios junto com o bonito.
Minha boca de repente estava seca e eu tive que fazer um esforça bem grande pra não ficar olhando pra ele fixamente e talvez babando e salivando…
-Bom dia, ou melhor, boa noite – ele sorriu ao passar por mim.
E eu senti uma onda de calor me invadir.
-Também vai na festa do Tom pelo jeito.
-Pois é, ele está me obrigando.
-Vem também Kris – Tom se aproximou.
-Eu?
-Sim! Isto seria ótimo. Preciso de amigos comigo, quem sabe assim meu velho pegue leve comigo…
Ele se afastou de novo e eu encarei Rob.
-Não precisa ir se não quiser.
-Os pais deles são tão maus assim?
Ele deu de ombros.
-Depende do ponto de vista.
Eu suspirei.
E agora? Ir ou não ir?
O Tom era tão legal comigo… Talvez eu devesse isto a ele.
-E aí, você vai né? – Tom se aproximou de novo.
-Ok, eu vou tomar um banho e me arrumar. Vocês me esperam?
-O tempo que quiser… ou melhor, tem meia hora, minha mãe não curte muito atraso.
-Então é melhor eu correr.
Eu me arrumei rapidamente. Não era uma pessoa cheia de frescuras.
E nem pensei muito no que ia vestir, já que não tinha trazido muitas roupas de LA e apenas um vestido que teria que servir. Era um vestido preto e curto. Pelo menos meus sapatos Prada tinha vindo junto.
Tudo bem que eu passaria muito frio com ele ali em Londres. Sem ligar muito pra estilo, eu peguei uma jaqueta. Não tinha nada a ver com o vestido, mas pelo menos eu não ia morrer congelada.
Rob e Tom estavam esperando por mim na sala.
E eu fiquei sem graça quando eles me encararam.
-Você está gata – Tom riu e eu fiz uma careta.
-Odeio elogios, então pára.
-Ok ok. Vamos embora.
Eu relanceei um olhar para Rob e ele me encarava com aquele sorriso.
Aquele que era como um dardo no meu peito.
Eu desviei o olhar. Foco.
Nós entramos no táxi e Tom deu o endereço dos pais dele.
Ele tentava arrumar o cabelo e eu ri, tentando ajeitar pra ele.
-Para de mexer que fica pior. Pronto. Assim esta apresentável.
-E eu, estou apresentável? – Rob indagou e eu virei para encará-lo.
O cabelo dele estava uma bagunça como sempre. E eu ergui a mão e tentei arrumar, como tinha feito com o Tom.
Mas era totalmente diferente. Era tão… íntimo.
Eu tirei as mãos rápido.
-É impossível arrumar seu cabelo, Rob – falei.
Ele riu, passando os dedos entre os fios.
-Devia ter trazido minha toca.
-Nem pense nisto – Tom exclamou nervoso – minha mãe não deixaria você entrar!
Nós rimos.
Nós chegamos na casa dos pais do Tom, uma mansão num bairro chique de Londres e entramos na sala cheia de gente bem vestida e com cara de enfado.
Uma senhora super chique aproximou-se e Tom nos apresentou como sua mãe.
-Olá Rob – então ela me mediu – e quem é esta?Não estava namorando aquela mocinha alemã?
Eu fiquei vermelha de vergonha.
Por que ela achava que eu era namorado do Rob? Por que não do Tom?
-Não é namorado do Rob, nos estamos morando juntos – Tom corrigiu.
A pobre mulher ficou branca.
-O que?
-Não é isto que ele quis dizer – eu tive que interferir – nós apenas dividimos apartamento. É provisório, já estou procurando outro lugar para morar.
-Oh, que susto. Enfim, fiquem a vontade. Tom, querido, seu pai quer falar com você.
Tom se afastou com uma careta.
Um garçom passou por nós e Rob pegou dois copos.
-Pelo menos podemos beber bem.
Eu bati meu copo no dele.
E agora?
Eu de repente me senti constrangida de ficar sozinha com ele.
Mesmo numa sala cheia de gente.
Era tudo culpa daquele maldito beijo.
Eu mordi os lábios. Talvez eu devesse falar com ele sobre isto.
Assim, parava logo com aquele clima estranho.
-É… Rob… Sobre ontem… sobre… aquele beijo… – eu me sentia mortificada de ter que falar sobre aquilo, quando tudo o que eu queria era esquecer.
E não ajudava nada ele me fitar com aquele olhar. Como se soubesse muito bem o que eu estava falando, mas achasse muito divertido eu estar me engasgando pra falar.
-O que tem aquele beijo, Kristen?
Oh, droga, agora eu me sentia uma imbecil.
Com certeza ele não devia nem estar mais pensando sobre isto.
-Eu só queria deixar claro… que foi apenas… apenas…
-Um beijo – ele sorriu.
-É… um beijo.
-Certo – ele deu uma risadinha agora, como se lembrasse de algo engraçado, mas estivesse se segurando para não rir e tomou mais um gole da sua bebida.
-Você deve me achar uma idiota – falei irritada e ele ficou sério.
-Não acho isto.
-Eu só queria… que isto não ficasse entre nós. Que não ficasse… um clima ruim.
-Não vai ficar.
-Eu acho que já ficou.
-Não da minha parte, Kristen.
-Viu? Eu que sou idiota.
-Esquece isto.
Como assim “esquece isto”? Isto?
Ele chamava nosso beijo de isto?
E por que diabos eu estava irritada por ele falar assim?
-É, você esta certo. Já está esquecido – falei – vamos atrás de outra bebida.
-Nós andamos pela festa e Rob ficava ridicularizando as pessoas presentes e era impossível não rir.
Não tinha ninguém mais engraçado que Rob.
Fora que era uma delícia ouvir aquela risada dele.
Era única.
-Preciso de um cigarro – ele falou.
-Eu também.
-Vamos procurar um lugar, a mãe do Tom odeia cigarro e não quer ninguém fumando aqui dentro.
Nós andamos pelo corredor, até uma porta que dava para um terraço, e Rob acendeu um cigarro me passando. Mas paramos ao ouvir uma discussão feia entre Tom e o pai dele.
-E agora? – perguntei baixinho.
Não queria que ele nos visse ali.
-Vamos sair daqui.
-E o cigarro, apago?
Ele riu.
-Não, vamos achar outro lugar.
Nós rimos e fomos para o corredor e então a mãe do Tom apareceu. Rob me puxou para uma porta e então nós estávamos numa espécie de closet. Aqueles armários com prateleiras onde se guardavam toalhas e coisas do tipo.
Eu apaguei o cigarro e a gente ficou rindo, ouvindo os passos dela no corredor.
Estava escuro e eu apenas ouvia sua respiração.
Era como numa daquelas brincadeiras de criança.
Como se chamava mesmo? 7 minutos no céu.
Eu ri.
-O que foi? – ele sussurrou.
-Isto me lembra 7 minutos no céu.
Ele riu.
Um som rouco e rasgante que me deixou arrepiada.
-Então eu tenho 7 minuto Kristen?
Depois, eu me lembraria que poderia ter dito qualquer coisa, mas eu disse apenas.
-Esta é a regra.
Eu não sei quem deu o primeiro passo, se foi eu, se foi ele.
Mas a questão é que já estávamos praticamente colados quando eu disse isto.
Eu poderia culpar o pouco espaço, claro.
Era como algo docemente proibido. Como se ter 13 anos.
-Eu to me sentindo com 13 anos de novo – eu falei com a voz abafada.
-Graças a Deus você não tem 13 anos Kristen.
E então ele roçou os lábios no meus. Algumas vezes, uma vez, quem estava contando?
Eu respirei fortemente pra então parar de respirar, quando com um gemido, a pressão da boca dele na minha tornou-se mais forte.
Eu derreti. E teria me desmanchado no chão, se suas maos não me segurassem, rodeando minha cintura e me empurrando em direção ao armário atrás de mim.
Eu gemi de dor, quando senti as prateleiras nas minhas costas.
-Ops – ele riu , me puxando, e eu colei meus lábios nos dele de novo, sem poder esperar, quando ele me empurrava em outra direção. Eu senti desta vez os tecidos macios atrás de mim e a língua invadindo minha boca.
Ele tinha gosto de wisky caro do pai do Tom e algo mais que era só dele, algo que eu tinha apenas provado no dia do meu aniversário, mas que eu me fartava agora.
Minha mente girava, enquanto beijos molhados enchiam minha boca e mãos ansiosas percorriam meu corpo, como se tivesse decorando todas as reintrâncias e curvas.
Eu colei meu corpo ao dele, enterrando os dedos em seus cabelos bagunçados, beijando-o de volta quase com desespero.
Eu ouvia os sons da festa como se viesse de muito longe, e a sensação de estar fazendo algo proibido e escondido aumentava ainda mais o tesão.
Não havia outra palavra para descrever o que eu sentia.
Era tesão puro e simples.
Daqueles de tirar seus pés do chão, do coração disparar contra as costelas ensurdecedoramente, da pele queimar como se eu rolasse em brasa fumegante.
Daqueles que davam vontade de dizer “me toque de novo aí”, quando senti seus dedos roçando em meus seios.
E talvez eu tenha mesmo dito estas palavras, ou tivéssemos entrados numa transmissão de pensamento, porque seus dedos voltaram a me tocar desta vez com mais intensidade.
As mãos rodeando-os, apertando, provocando uma dor aguda que percorreu minha pele até o baixo ventre e eu separei minhas pernas num convite mais antigo que o tempo, sem ao menos pensar no que estava fazendo. Eu estava além do pensamento. Eu vivia para meus sentidos.
Mas antes que eu conseguisse o puxar para mais perto, uma batida soou na porta e ele se afastou de mim, em alerta.
No minuto seguinte, a porta se abriu e um estranho nos fitava.
Ele olhou de um pra outro e eu imaginei bem o que se passava na cabeça dele.
E ele não estava errado.
Eu limpei a garganta.
-Não estava aqui… a toalha.
E sai, sem olhar pra ver se Rob me seguia.
Eu sai para o terraço e o vento frio esfriou meu “ânimo”.
E eu me toquei de repente que tinha acabado de me pegar com Rob no armário de roupas dos pais Tom.
Ops.
E o pior era que nem me sentia mal por isto.
Tom ainda estava la e fumava um cigarro meio tenso.
-Oi – eu falei.
-Vamos embora daqui – ele falou.
-Sim, vamos.
Eu ouvi a voz de Rob atrás de mim e só então percebi que ele tinha me seguido.
Nos fomos pra casa e uma estranha sensação de irrealidade me acometia.
Quando chegamos, eu dei boa noite pra eles e me tranquei no quarto.
Colocando minha velha camiseta de dormir e me deitando.
Mas eu não consegui dormir.
Quando eu fechei os olhos, eu voltei ao momento no armário.
Por alguns instantes, eu deixei que eles voltassem a minha mente, me inundando de calor.
Mas então eu abri os olhos e apertei os lábios rigidamente.
Não fora nada. Absolutamente nada.
Era como brincar de 7 minutos no céu. Depois que se saia do armário nada mais era dito sobre o assunto.
E ponto final.
Mas eu não consegui dormir, lá pelas tantas, eu me levantei e pensei em ir beber água.
Mas eu sabia, bem lá no fundo, que não era isto que eu queria fazer fora do quarto
e me obriguei a deitar de novo.
Seria uma longa noite.
Continua
Dois capítulos hoje parece 7 minutos no céu
Muito bom!
[Reply]
QUE LIIIINDO!
quero muito ler o de amanha!
aiiii amei os 7 minutos no céu!
[Reply]
Wow! cap super criatvo! Tb adorei os 7 minutos no céu! Esperando mt o de amanhã…
[Reply]
Adoreiiiiiiiiiiiiiii… pra variar texto maravilhoso, história empolgante!!!! Anciosa para os próximos capítulosssssssssss!!!!!!!! QUERO MAIS!!!!!
[Reply]
gente q capitulo é esse??????????
me deu vontade de bater na pessoa q entrou naquele armarioooooooo.
fala seriooooo
louca pra ler o proximo capitulo!!!!!!!
xeruuuuuuuuuuuuu
[Reply]
esta estória está demais…delícia de ler…7 minutos rapidinhos…
tem mais domingo?
[Reply]
Uau !!
To quente só de ler estes 7 minutos no céu com Rob…
Ai, delícia de céu, hein ! hihihhihi…
[Reply]