Capítulo 19
“Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.”
Arnaldo Jabor.
Fazia quase 2 semanas que Jacob havia ligado e até agora ele não tinha voltado a ligar.
Talvez ele tivesse percebido que tinha amor a própria vida, ou talvez fosse porque eu mudei o número do telefone aqui de casa.
Eu conversei com meus pais uns dias atrás e Carlisle me deu 3 dias de folga no hospital.
Eu estava saindo do meu plantão e indo pra casa.
E todo dia depois daquela maldita ligação era assim… eu ficava apenas de corpo no trabalho. Eu ligava pra Bella de meia em meia hora… e tudo que eu queria quando chegava em casa era ver que ela estava bem.
Eu cheguei em casa e fui direto tomar um banho rápido e quente.
As passagens já estavam compradas e nós iríamos pra Miami.
Uma que eu queria ficar somente com Bella e outra que eu queria afastá-la de NY.
Eu deitei ao seu lado na cama, mas não podia dormir, nós tínhamos que nos arrumar pra ir pro aeroporto ou perderíamos o vôo.
Eu deslizei minha mão pelo seu corpo a acariciando e dando beijos suaves onde minha mão passava. Ela suspirou e se espreguiçou lentamente.
- Bom dia. – eu disse a ela.
- Bom dia. – ela sorriu. – Não vai dormir? – sua voz estava rouca e arrastada.
- Não. – me apoiei no cotovelo pra olhá-la melhor. – Nós precisamos arrumar as malas.
Ela se virou e ficou de frente pra mim.
- Aonde vamos? – ela franziu a testa.
- Viajar… 3 dias. – ela sorriu. – Só eu e você.
- Uhm… – ela sorriu com malícia. – Parece bom…
Suas mãos deslizaram pelo meu peito e subiram até se enroscar em meus cabelos.
- Então vamos preguiçosa, nosso vôo sai no início da tarde. – eu disse divertido.
- Há quanto tempo planeja isso? – ela me olhou.
- Uns dias… – respondi.
Ela me beijou e se levantou.
- Não vai ter mais ninguém por lá? – perguntou indo pro banheiro.
- Não, apenas nós. – peguei uns travesseiros e me acomodei na cama.
Eu ouvi o barulho de água correndo e depois não vi mais nada, eu apaguei.
Eu acordei com sua mão pequena me fazendo carinho e sua voz doce me chamando.
- Edward… – ela me chamava.
Eu abri meus olhos e a olhei.
- Você dormiu. – ela sorriu.
- Que horas são? – perguntei confuso.
- Quase meio dia. – ela mordeu os lábios. – Não brigue comigo, você precisava dormir.
Eu precisava mesmo, mas íamos nos atrasar. Eu ainda precisava pegar minhas coisas e…
- Eu já fiz sua mala. – ela disse com se tivesse lido meus pensamentos. – Tudo que tem que fazer é dar uma olhada pra ver se tem tudo que precisa.
Eu sorri.
- Eu amo você.
- Eu também te amo dorminhoco, mas precisa se levantar. – ela me estendeu uma mão. – Estava esperando você pra almoçar e irmos.
Eu segurei sua mão e me levantei.
Dei um beijo rápido nos seus lábios e a abracei.
Como ela era tão perfeita? Em tudo?
Eu sussurrei no seu ouvido que a amava e fui até o banheiro.
Fiz minha higiene pessoal e a barba. Quando sai do banheiro Bella não estava mais ali e eu fui até o closet vestir uma roupa.
Coloquei um jeans preto, tênis e uma camisa cinza. Minha jaqueta já estava na poltrona do quarto.
Eu olhei em cima do sofá e encontrei minha mala aberta. Dei uma olhada como Bella pediu e estava perfeita.
Como tudo que ela faz.
Depois que eu fechei a mala, fui até a cozinha e nós almoçamos juntos.
Nos despedimos de Lita e fomos pro aeroporto.
Em 3 horas estávamos em Miami alugando um carro e dirigindo até a praia isolada onde ficava a casa dos meus pais.
- Está cansada? – perguntei a Bella quando desliguei o carro já parado na garagem da casa.
- Um pouco. – ela fez uma careta.
- Vou te deixar no quarto e quero que você descanse. – eu disse a ela. – Vamos sair pra jantar a noite.
Ela assentiu e saiu do carro.
Eu peguei as duas malas no porta-malas e entramos.
Depois que cumprimentamos a todos os empregados, eu fui com Bella e a deixei deitada na cama do nosso quarto.
Ela estava deitada apenas de lingerie, de bruços e aquilo, sem dúvida era uma puta tentação, mas eu iria deixar que ela descansasse.
- Estarei lá em baixo, ok? – sussurrei pra ela.
Ela assentiu sonolenta e abraçou mais o travesseiro entre seus braços.
Eu dei alguns beijos em suas marcas nas costas e contornei sua tatuagem com a ponta do meu indicador.
- Bons sonhos minha borboleta. – sussurrei em seu ouvido.
Quando eu tive certeza que ela estava dormindo eu desci. Dispensei os empregados – que eu disse a minha mãe que não seriam necessários – e me joguei no sofá, mas antes acendi um cigarro.
Eu nem sei que programa eu assistia, só sei que em algum momento depois que o cigarro acabou eu adormeci sentado.
Acordei sentindo um peso bem vindo em meu colo, o peso ia e vinha e se esfregava deliciosamente em mim.
Eu conhecia aquele corpo melhor do que o meu próprio. Era a minha menina provocadora.
Sem abrir os olhos eu levantei minhas mãos e pousei em seu quadril, apertando sua pele com força e sendo recompensado por seus gemidos.
- Acordou? – ela perguntou. Meus olhos estavam fechados, mas eu sentia a sua malícia.
- Quase. – eu sorri.
Ela beijou a linha do meu maxilar, minha orelha… a prendendo entre os dentes, meu pescoço e voltou a minha orelha sussurrando.
- O que eu quero já acordou…
Pra provar suas palavras ela esfregou seu quadril na minha ereção, a fazendo se movimentar e criar um atrito em minha própria pele.
- Então pegue anjo… – a provoquei.
Ela sorriu e saiu do meu colo se ajoelhando entre minhas pernas e se ocupando em abrir minha calça.
Eu ergui meus quadris pra ajudá-la a puxar o tecido e assim que a calça chegou aos meus tornozelos as mãos de Bella seguraram meu membro em sua base.
- Bella… – eu a chamei, mas saiu meio que um gemido rouco.
- Shii anjo, não tem ninguém em casa. – suas mãos começaram a se movimentar em mim e eu tive que fechar os olhos buscando controle.
Suas mãos eram tão pequenas e quentes. Seu toque parecia seda na minha pele sensível e aquilo acabava comigo.
Era como se alguém dissesse “Vamos lá Edward, libere o ogro dentro de você!”.
Eu sabia que ela gostava quando eu a tomava fortemente, mas eu tinha medo de machucá-la. Ela era tão pequena e eu me sentia realmente um ogro do lado dela.
Por mais que eu gostasse de foder ela, fazer amor era muito mais prazeroso.
Cada toque, cada gesto, os carinhos, seu gosto na minha boca ou o meu na dela, que ela sempre me fazia experimentar depois de me ter na sua boca.
Eu gostava de mostrar pra ela como eu amava durante o sexo. Eu sabia que ela foi muito maltratada nesse quesito e eu ainda tinha em mente que eu tinha que fazer tudo diferente com ela.
Mas também não posso negar que transar com ela como louco sem nem ao menos nos importarmos em tirar a roupa tinha seu valor, um grande e enorme valor.
Eu gemi quando senti sua boca em mim e infiltrei minhas mãos em seus cabelos, os segurando em uma única mecha enquanto sua boca deslizava em mim.
Os gemidos que ela dava enquanto sua boca estava em mim mandavam vibrações pelo meu corpo inteiro e eu tive que me segurar pra não gozar como um virgem de 14 anos e sua ejaculação precoce.
Ela me provocava. Ela sugava meu topo e me olhava com os olhos queimando de desejo.
A minha gota d’água foi quando ela deslizou a língua lentamente pra fora e a correu por todo o meu topo. Eu gemi alto quando ela voltou com seus lábios em torno de mim e meu corpo já tremia com o orgasmo maravilhoso que aquela mulher – a minha mulher – me proporcionava naquele final de tarde.
Eu joguei minha cabeça pra trás a encostando na parte alta do sofá e soltei seus cabelos.
- Deus! Bella… – eu disse ofegante.
Ela riu e sentou no meu colo.
- Que horas saímos? – ela perguntou animada como uma criança.
Eu olhei o relógio em cima da lareira e vi que já eram 6:20.
- Assim que você estiver pronta. – eu levantei minha cabeça e a olhei.
Ela me beijou. Um beijo que devia ser proibido. Sua língua invadiu minha boca assim que nossos lábios se encontraram, mas durou pouco. Ela logo se afastou.
- Você é fraquinho. – ela saiu do meu colo rindo.
- Vou te amostrar o fraquinho quando voltarmos Isabella. – prometi.
- Uhm… vou cobrar Sr. Cullen. – ela subiu a escada rebolando – propositalmente – aquele traseiro perfeito somente de lingerie.
Já disse alguma vez aqui que aquela mulher era minha perdição?
Ela é!
Eu subi e ela estava saindo do banho. Eu tirei minhas roupas ainda no quarto pra tomar um banho também.
- O que devo vestir? – ela perguntou pra mim, mas encarando sua mala.
- O que você se sentir bem vestindo. – eu disse.
Ela me olhou com a testa franzida e revirou os olhos.
- Por Deus Edward! Coloque uma roupa! – ela pediu.
Eu olhei pra baixo – pra onde ela olhava, ou seja, meu membro. – e voltei a encará-la.
- Está com vergonha agora? – perguntei divertido.
- Não! Não é vergonha… é só que… então não chega perto de mim. – ela disse séria. – Ou não saímos de casa hoje. – ela advertiu.
- Você me diverte Bella. – eu disse rindo.
- Bom saber. – ela assentiu. – Mas ainda prefiro saber o que tenho que vestir e PUTA MERDA VOCÊ NÃO ESTÁ ME AJUDANDO!
- O que eu fiz? – encolhi os ombros e perguntei confuso, mas ainda me divertindo. A expressão dela ela hilária.
- Vai tomar seu banho Edward! – ela ordenou. – Ao invés de… ficar esfregando isso… – ela abanou a mão na direção do meu membro. – Na minha cara. – ela fechou o cenho.
Eu joguei a cabeça pra trás e soltei uma gargalhada. Só parei quando um maldito de um salto alto atingiu meu peito.
- Eu juro que jogo a mala da próxima vez. – ela levantou as sobrancelhas quando eu a olhei.
Eu me virei e entrei no banheiro.
Tomei um banho quente e depois fiz minha barba. Eu passei meu desodorante, perfume e loção pós-barba. Eu sabia que a combinação dos três enlouquecia Bella.
Quando eu sai do banheiro de toalha, Bella ainda olhava a mala como se ela fosse um tabuleiro de xadrez. Sua testa estava vincada e ela bufava iritada.
- Meu anjo, você pode ir de jeans se quiser. – eu disse a abraçando por trás.
- Seu cheiro também não está me ajudando Edward. – ela jogou o pescoço pro lado, me dando livre acesso a ele. Eu o beijei e arrastei meu nariz por ali. – Não consigo pensar com você tão perto assim. – ela disse com a respiração começando a ficar ofegante.
- Bom saber que eu causo isso em você. – eu ri contra sua pele.
- Como se você não soubesse. – eu aposto que ela estava revirando os olhos.
- Coloque o que te deixar a vontade meu amor. Só vamos jantar. – eu a soltei e fui até minha mala.
- Ah sim, se eu te conheço vamos a um restaurante cinco estrelas como aquele que fomos em NY. – ela disse encarando a mala.
Ela tinha razão. Eu a levaria no melhor restaurante de Miami. O Quattro. Um dos melhores restaurante italianos da Flórida.
Eu a deixei se concentrando na sua roupa e fui me vestir.
Coloquei uma calça preta, sapato social preto, uma blusa de botões preta de mangas compridas e um blazer cinza por cima.
- Vou te esperar lá embaixo. – eu lhe dei um selinho. – Bella, você poderia ir de toalha e ainda sim ficaria linda.
Ela sorriu e me beijou.
- Desço em 10 minutos. – ela disse. – Eu juro… 10 minutos.
Eu a beijei de novo e desci.
Eu ainda fumei 2 cigarros e tomei uma dose de whisky no deck, até ouvir barulho de salto no piso de madeira e me virei pra ver Bella.
Meu coração deu um salto no peito, mas ele logo se acalmou ao lembrar que ela era minha.
Ela estava ainda mais linda. Como ela conseguia? Aquilo não era possível!
Seus cabelos estavam mais volumosos e ondulados, suas ondas caiam pelos ombros nus que o vestido não cobria. A maquiagem no seu rosto era quase imperceptível, apenas os olhos estavam bem marcados.
Ela usava um vestido vinho tomara que caia e curto, um pouco acima dos joelhos. Sapatos de salto preto alongando suas pernas brancas e mostrando a curva dos músculos da sua coxa torneada. Uma bolsa preta pequena nas mãos e um casaco preto pendurado nos braços.
- Vamos? – ela estava corada.
Eu nunca tinha visto Bella tão feminina e tão fodidamente sexy desse jeito.
A única coisa que eu pensava era em tirar a roupa dela e possuí-la no piso de madeira do deck. Descobrir o que ela usava por baixo e…
- Edward? – eu a olhei de boca aberta. – Eu estou pronta, vamos?
Eu engoli o excesso de saliva na minha boca antes de falar.
- Eu preciso dizer o quanto você está linda. – eu me aproximei dela. – Como você consegue ficar ainda mais linda? – perguntei mais pra mim mesmo. – Eu preciso que você tenha consciência do quanto você está linda agora Bella.
Ela corou e mordeu os lábios.
- Bom… se você fala, eu acredito. – ela sorriu timidamente.
Eu a beijei. Eu precisava beijá-la.
Os lábios dela estavam com gosto de cereja e se eu pudesse eu a comeria.
Minha língua invadiu sua boca sem hesitação da parte dela. As suas mãos foram postas atrás do meu pescoço e as minhas transpassaram sua cintura, a puxando mais pra mim enquanto nossos lábios se devoravam e nossas línguas brigavam por espaço entre elas.
- O que você passou nos lábios? – perguntei contra seus lábios.
Eu notei que ela usava o perfume que eu gostava também.
Eu estava me perguntando de 2 em 2 segundos se realmente tínhamos que sair de casa.
Merda!
- Gloss. – ela respondeu ofegante agarrando meus cabelos.
- É uma delicia. – eu sussurrei. – Passe mais vezes, por favor. – pedi.
- Você ficou sujo. – ela riu e passou a ponta do dedão direito no canto dos meus lábios. – Está brilhando também.
- Eu não me importo. – eu colei meus lábios nos seus de novo.
Minhas mãos percorriam seu corpo com vontade, força e desejo. Eu arfava em sua boca enquanto minha ereção comprimia sua barriga e quando ela gemeu eu agarrei seus cabelos da nuca, inclinando mais o seu rosto pra que nossos lábios se encaixassem perfeitamente.
- Edward… – ela me chamou entre o beijo. Eu parei e colei minha testa na dela. – O jantar.
Eu bufei irritado.
- Merda! – eu me separei dela e peguei sua mão, entrelaçando nossos dedos e a guiando até a garagem.
Eu a ajudei a colocar seu casaco e fomos pra garagem.
Nós entramos na Mercedes do meu pai que sempre ficava ali em Miami e fomos pro restaurante.
Eu não tinha feito reserva e isso me fez ter que dar uma “gratificação” ao maitre pra nos arrumar uma mesa reservada.
Nós pedidos uma vitela e vinho tinto.
- Eu não posso beber. – Bella me lembrou sussurrando.
Eu quase nunca me lembrava que ela ainda era menor de idade pra isso.
- Ele não sabe sua idade e você está comigo. – eu disse. – A não ser que queira beber outra coisa. Você pode pedir o que quiser.
- Eu quero vinho. – ela sorriu e assentiu.
Quando nosso prato chegou Bella se espantou.
- É branca?! – ela parecia chocada.
- É porque é carne de bezerro Bella e ele foi alimentado somente com leite. – lhe expliquei.
Ela hesitou em comer, mas quando comeu adorou.
Realmente, a carne estava divina.
Enquanto comiamos conversamos sobre muitas coisas.
Bella me contou mais sobre seu pai, sua infância, história de adolescentes no ensino médio, como ela era péssima pra esporte e como ela corria da aula de biologia quando o professo cismava de fazer tipagem sanguínea.
Mas ela também estava me provocando. O tempo todo me provocando!
Ela saiu em algum momento pra ir ao banheiro e quando voltou seus lábios brilhavam. Ela tinha passado o maldito negócio de cereja, o que deixava seus lábios ainda mais avermelhados por causa da cor da fruta.
Eu tentei. Juro que eu tentei!
Tentei, tentei, tentei…porra, tentei pra caralho!
Mas tudo que eu conseguia pensar e visualizar era aquele par de lábios vermelhos e brilhantes ao redor da minha ereção enquanto ela me…
- Edward? – a voz de Bella me resgastou dos pensamentos impuros que fez ter uma ereção em pleno jantar.
- Sim. – engoli seco e a olhei.
- Está tudo bem? – ela perguntou. – Você parece… meio preocupado.
- Está tudo bem. – lhe garanti.
Bella ainda comeu um Tiramisù de sobremesa, enquanto eu tomava um café expresso.
- Vamos? – perguntei a ela depois de pagar a conta.
Ela assentiu e eu puxei a cadeira pra que ela se levantasse.
Nós pegamos nossos casacos na recepção e eu a ajudei a colocar o dela.
- Podemos dar uma volta se quiser. – eu disse a ela. – Ou você prefere ir pra casa?
- Você que sabe. – ela disse enquanto entrava no carro.
Eu fechei sua porta e dei a volta, entrando no carro em seguida.
- Bella, eu quero saber o que você quer fazer. Eu faço o que você quiser. – deixei claro.
- Eu… a gente podia… Você está cansado? – ela perguntou e depois mordeu os lábios.
- Não, nem um pouco. – fui sincero. – Por quê?
Não era nem 10 da noite.
- A gente podia ir dançar. – ela disse animada. – Não dançamos há semanas Edward.
- Então vamos sair pra dançar. – eu disse dando partida no carro e já sabendo nosso próximo destino.
Eu iria levá-la a LIV, uma boate dentro de um dos melhores hotéis da cidade.
Tinha uma fila enorme na entrada, mas graças a mais uma “gratificação” eu e Bella entramos direto.
Eu perguntei a ela se ela queria ficar na pista ou queria ir pra área vip, mas ela preferiu a pista.
- Isso é enorme Edward! – ela olhava em volta da boate. As luzes azuis e roxas quase ofuscavam a visão. – Como descobriu esse lugar?
- Eu já vim aqui algumas vezes com meus irmãos. – respondi.
- Jessica estava com você? – ela perguntou. – Você já a trouxe aqui?
- Bella, por favor… – pedi.
Sim, Jessica havia ido comigo inúmeras vezes a LIV e digamos que… conhecíamos o banheiro da área vip como ninguém, mas Bella não precisava saber disso.
Ela assentiu e virou seu olhar pra frente.
- Vou pegar alguma coisa pra beber, você quer? – eu sussurrei no seu ouvido por causa da musica alta.
Ela apenas assentiu e voltou a sacudir a cabeça no ritmo da música.
Eu fui até o bar. Peguei uma long neck de Heineken pra mim e pedi um drink pra Bella.
Era de morango, champagne e leite condensado e segundo o barman se chamava Stranberry Dream.
Bella estava parada no lugar que eu a deixei, mas agora ela mexia seu corpo no ritmo da música.
Eu ignorei os olhares masculinos pra ela e me aproximei colocando o copo em sua frente.
- Morango e champagne. – eu disse quando ela pegou a taça.
Ela bebeu e fez uma careta.
- É forte… mas um delícia. Obrigada. – ela deu mais um gole.
Eu pegaria no máximo mais um pra ela, visto que ela bebeu quase três taças de vinho no restaurante.
Eu me encostei em uma espécie de muro baixo que havia ali e a puxei com minha mão livre, colando seu quadril no meu.
Meu rosto foi automaticamente ao seu pescoço, absorvendo seu cheiro enquanto minha mão apertava seu quadril por cima do tecido fino do vestido.
A música mudou e Bella passou a se mexer ainda mais, se esfregando mais em mim.
- Eu amo essa música! – ela disse levantando os braços e rebolando seu quadril contra o meu, me fazendo revirar os olhos de tesão com aquele contato entre nossas intimidades.
- Rock that body, come on, come on rock that body… – ela cantava impulsionando seu quadril contra minha ereção.
Eu deixei minha cerveja em cima do muro e segurei seu quadril com as duas mãos a fazendo parar de rebolar contra meu corpo.
- Bella… – eu a chamei, sussurrando em seu ouvido. – Mais algumas dessas e eu vou gozar aqui na frente de todo mundo… Você está me deixando louco.
Ela riu jogando a cabeça pra trás. Seus cachos roçaram no meu rosto e seu cheiro de morango me invadindo, me alucinando, me deixando perdido.
Ela virou de frente pra mim e colocou sua taça vazia ao lado da minha garrafa.
- Eu tenho um lugar melhor pra você gozar anjo! – ela passou seus braços em volta do meu pescoço.
Ainda tocava a mesma música e agora ela ondulada seu corpo sensualmente com os braços presos no meu pescoço e me encarando. O movimento do seu corpo fazia seu baixo ventre movimentar minha ereção, a levando pra cima e pra baixo dentro da boxer.
Eu espalmei minha mão direita em suas costas, a esquerda entrou em seus cabelos e a puxei, colando nossos lábios com urgência e sem delicadeza alguma.
Ela arfou enquanto eu espaçava mais minhas pernas, a encaixando entre ela e diminuindo a minha altura pra que ela não precisasse ficar na ponta dos pés pra me beijar.
Cedo demais ela se separou de mim e me encarou.
- Pega outro pra mim? – ela piscou os olhos inocentemente enquanto me amostrava a taça vazia.
Porra! Eu não queria sair de lá, mas como eu faço tudo por ela, eu fui né, fazer o quê.
Eu demorei um pouco porque o bar estava cheio e quando voltei algum idiota teve a coragem de ir falar com a minha garota.
Eu pesei duas opções:
A primeira eu iria até lá e quebraria a cara dele.
A segunda eu olharia da onde eu estava pra ver a reação de Bella a um cara cantando ela.
Eu dei um gole no seu drink e esperei.
O babaca sussurrava alguma coisa no ouvido dela e ela tentava se afastar ao máximo dele. Dava uns sorrisos nervosos e olhava em volta, talvez me procurando.
Quando o sem-amor-a-vida pegou em sua cintura contra a vontade dela eu resolvi que era hora de me aproximar.
Eu fiz como antes… me aproximei e coloquei a taça a sua frente, mas dessa vez ela se assustou e me olhou apreensiva.
- Ela está com você? – o garoto perguntou.
- Sim, é minha mulher. – eu disse possessivo e puxei Bella pro meu lado pela sua cintura.
- Foi mal cara, eu pensei…
- Pensou errado. – eu dei um sorriso vitorioso a ele.
- Desculpa ai… Tchau Bella. – Bella acenou pra ele e ele saiu.
Eu a soltei e parei a sua frente.
- Você disse seu nome pra ele? – perguntei irritado.
- Qual o problema? – ela perguntou meio confusa. – Ele se apresentou e eu fiz o mesmo… o nome disso é educação Edward. – ela revirou os olhos.
- É… mas acontece que quando eu te conheci você não me disse seu nome. – eu disse alterado.
- A situação era diferente, você sabe disso. – ela me encarou séria.
- Eu vou ao banheiro. – eu a deixei ali sozinha e fui em direção ao banheiro que eu sabia que tinha ali.
Joguei uma água fria no rosto e acendi um cigarro.
Eu tava fudendo se podia ou não.
Eu estava com raiva. Não de Bella, ela realmente não correspondeu aquele babaca, mas ele havia tocado ela. Havia tocado sua cintura perfeita e porra! Ela disse o nome dela a ele e não disse a mim.
Eu passei a porra de um maldito mês a chamando por aquele apelido idiota.
Quando eu acabei o cigarro eu resolvi voltar até ela. Eu não responderia por mim se aquele babaca voltasse a falar com ela enquanto eu não estivesse lá.
Quando me aproximei, eu a vi encostada no muro, no mesmo lugar onde estávamos antes.
Eu parei a sua frente e sem falar nada a puxei pela nuca e colei nossos lábios.
Era um beijo possessivo, que mostrava pra quem quisesse ver que ela era minha. Só minha.
Era quase como um cachorro de rua mijando de poste em poste pra marcar seu pedaço.
Minha!
Eu tinha vontade de gritar… só minha!
- Você é minha Bella. – eu disse segurando seu rosto entre minhas mãos e a encarando. – Só minha… minha Bella, meu anjo.
Ela sorriu e colocou suas mãos em cima das minhas.
- Só sua Edward… – ela sussurrou. – Só sua…
Eu a beijei de novo.
Meu corpo já estava voltando a queimar de desejo por ela e minha ereção já estava se tornando dolorida e apertada naquela calça.
Eu queria a possuir ali, mas eu ainda tinha um pouco de coerência na mente.
Quando nosso ar ficou escasso nos separamos com a respiração ofegante.
Bella me abraçou forte e eu senti seu hálito quente em meu ouvido.
- Eu queria que sentisse o que você faz comigo. – ela sussurrou em meu ouvido. – O quanto eu estou pronta e molhada pra você Edward… só você… – sua língua quente percorreu o contorno da minha orelha. – Deus! Eu posso sentir minhas coxas escorregadias de tesão por você… – ela agarrou meus cabelos. – Me tome aqui Edward… agora.
- Bella… – eu a chamei com a voz estrangulada. – Vamos… embora, por favor.
Ela me soltou do abraço e assentiu.
Nós não ficamos nem duas hora na boate, mas a nossa necessidade falou mais alto e nós precisávamos sentir um ao outro.
Quando chegamos ao estacionamento, eu a joguei contra o carro e devorei sua boca, a penetrando ali com minha língua enquanto minhas mãos apertavam sua coxa e sua cintura.
Eu passei a mão por seu sexo, o estacionamento estava movimentado, mas eu não estava ligando eu precisava ver do que ela falava lá dentro.
E assim que eu passei a minha palma por ali eu vi que ela tinha razão.
Sua calcinha estava encharcada com a sua excitação e meus dedos saíram de lá úmidos.
- Puta merda Bella! – eu gemi antes de levar os dedos a boca e chupá-los, sentindo seu gosto maravilhoso ali.
Ela puxou minha mão e também chupou meus dedos, quase me fazendo gozar com aquilo.
Eu fui até a porta do carona e a abri. Ela andou lentamente até onde eu estava e entrou no carro.
Eu fiz o mesmo, mas quando eu entrei ela passava aquele gloss de cereja nos lábios se olhando no espelho.
Ela fechou o espelho a sua frente e guardou o tubinho plástico na bolsa.
- Você tem boa concentração Edward? – ela perguntou com aquele sorriso devasso nos lábios.
- Por quê? – perguntei querendo saber onde ela queria chegar.
- Dirija! – ela ordenou.
Eu liguei o carro e ela se ocupou em abrir minha calça.
- Bella… o quê…
- Dirija Edward. – quando ela acabou de falar isso eu já estava na boca dela e meu sonho do restaurante foi realizado.
Lá estavam seus lábios brilhantes e vermelhos me envolvendo e me enlouquecendo.
Capítulo 20.
“Eu não pude esconder a minha reação
Quando ela olhou fixamente para mim
Quando eu olhei para ela eu me senti bem
Mas por dentro eu senti minhas reais necessidades.
Eu não podia respirar, eu não podia pensar
Como eu colocaria esse sentimento para fora …
Bem, você me ama, e você precisa de mim
E nós vamos estar juntos para todo o sempre.
E então, as folhas caem e neve nos toca,
Porém nossas mãos estão quentes.
Eu não podia ver ninguém a minha volta,
Os meus olhos estavam fixamente olhando os seus.
Bem, você me ama, e você precisa de mim
E nós vamos estar juntos para todo o sempre
E, eu te amo e eu preciso de você.
Eu não sei mais o que faço
Eu não sei mais o que dizer
E eu sinto como em um dia nublado
Eu não sei nada mais, nada, nada, nada.
Bem, você me ama, e você precisa de mim
E nós vamos estar juntos para todo o sempre
E, eu te amo e eu preciso de você.”
Hana Pestle – Together Forever.
Meia hora depois de Bella me proporcionar o segundo orgasmo daquele dia, estávamos chegando em casa.
Eu saí apressado do carro. Eu a queria. Eu ainda precisava sentir ela. Estar dentro dela…
…E provar pra ela quem era o fraco entre nós.
Quando eu abri a porra da porta onde ela estava. Me surpreendi com uma Bella calma e tranqüila com aquele tubinho plástico na mão passando em seus lábios de uma forma dolorosamente sexy.
- Meu anjo, quer, por favor, sair? Eu preciso de você aqui fora. – eu disse estendendo minha mão a ela.
Ela nem me olhou, apenas guardou o tubinho na bolsa e lentamente colocou uma perna pra fora do carro e depois a outra.
- E o que você pensa em fazer meu anjo? – ela perguntou com aquele sorriso devasso que só ela sabia dar nos lábios.
- Eu vou foder você anjo… e te provar quem é fraco aqui. – antes que ela tivesse uma reação, minha boca já devorava a dela.
Eu não fui gentil com seus lábios, minha necessidade gritava e por mais que eu tivesse tido 2 orgasmos durante o dia, nada se comparava a estar dentro dela.
Seu calor, sua umidade e seus músculos me apertando… me estimulando a chegar junto com ela onde só amantes enlouquecidos chegavam.
- Edward… – ela gemeu quando a peguei no colo, a imprensando contra o metal do carro.
Em algum momento a porta foi fechada, mas eu não vi quando ou como.
Tudo que eu me concentrava era a boca de cereja dela na minha, a pele da sua coxa em minhas mãos grossas, seu vestido justo subindo até sua cintura e seu calor sendo passado por mim pela peça íntima extremamente fina que ela usava.
- Oh meu Deus! – ela arfou jogando a cabeça pra trás, me dando acesso ao seu colo exposto. – Deus! Edward… por favor… agora.
Eu soltei minha mão que estava em seu cabelo e abaixei a parte do busto do seu vestido, deixando exposto um sutiã estampado, parecia uma espécie de zebra.
Eu murmurei como ela estava linda antes de abaixar o sutiã também e devorar seus seios, os juntando e me deliciando com o gosto da sua pele. Mordiscando seus mamilos endurecidos e a ouvindo gemer meu nome enquanto rebolava seu quadril em minha dolorosa ereção.
- Edward… eu quero agora. – ela disse ofegante. – Por favor…. agora… – sua voz falhou quando eu me movi com ela.
Ela estava tão jogada sobre o teto do carro, tão relaxada, que eu tive que apoiar suas costas pra que ela não caísse.
Eu andei com ela no meu colo até o capô do carro e a sentei lá.
Eu tirei meu blazer enquanto seu olhar me queimava.
Ela tinha entendido minha intenção… eu a teria ali, em cima da Mercedes do meu pai. E olhá-la lá, sentada ofegante, as pernas abertas me dando uma visão da sua calcinha estampada assim como o sutiã, rosto corado e lábios maltratados pelos seus dentes… aquilo me pareceu mais certo que nunca.
Eu joguei meu blazer em algum canto daquela garagem e a coloquei de pé.
Desci o zíper do seu vestido a deixando somente de lingerie. Eu levei meu tempo pra tirar a sua calcinha e quando ela finalmente a tirou, eu a levei em meu rosto e a cheirei.
O cheiro da sua excitação me deixando louco e me fazendo desesperado pelo seu gosto em minha boca.
Eu deixei sua calcinha no chão e ainda agachado a sua frente alisei suas pernas longas, que estavam maravilhosas com aqueles saltos altíssimos.
Eu subi lentamente serpenteando minhas mãos por suas pernas, sua pele macia me fazendo querer mais dela.
Quando estava de pé na frente dela, eu beijei seus lábios, o gosto de cereja ainda estava ali e se eu pudesse espalharia aquela coisa melequenta por todo seu corpo e a lamberia até não sobrar mais nada dele ali.
- Você está me torturando? É isso? – ela disse com a voz rouca quando nossos lábios se separaram.
Eu não disse nada, tirei seu sutiã e apenas sorri pra ela com malícia e a deitei no capô no carro novamente.
- Eu sei que você quer me torturar… – ela impulsionava seu quadril pra frente.
Ela precisava de atrito tanto quanto eu.
Eu peguei uma de suas pernas por trás do joelho e a beijei, logo depois tirei seu sapato, fazendo o mesmo com o outro pé e apoiei seus tornozelos no pára-lama do carro.
- Edward… – ela gemeu meu nome quando eu massageava com força suas coxas nuas. Minhas mãos subiam e desciam em suas coxas, meu polegar brincava com seus lábios evitando tocar no seu ponto mais sensível e ela gemia de frustração quando eu a provocava sem tocá-la onde ela queria.
Eu me inclinei pra frente, abaixando um pouco e suguei seu ponto sensível. Minha língua brincou em sua entrada e eu fui presenteado com seus dedos apertando meus cabelos e seu quadril sendo impulsionado no meu rosto.
- Pressa anjo? – perguntei calmamente enquanto esfregava meu polegar no seu ponto.
- Porra Edward… estou ficando sem paciência. – ela agarrou seus próprios cabelos e me encarou. – Faça, por favor… – ela fez um biquinho.
- O que exatamente que você quer Bella? – a provoquei. – É só pedir…
- Eu… – ela engasgou quando fui mais rude em seu sexo. – Eu quero que você faça… o que você disse…
Ahhh Bella… brincando com fogo.
- E o que disse anjo? – ela soltou um grito e mordeu os lábios com força.
Eu tirei os meus sapatos com os próprios pés e minha mão livre abriu minha calça.
Assim que ela deslizou pelas minhas pernas, eu a chutei pra fora do corpo.
Minha ereção saltou assim que minha boxer preta tomou o mesmo destino que a calça e eu rocei meu membro pela sua entrada.
- Isso… – ela gemeu.
- Isso o quê? – provoquei.
Eu a puxei fazendo ela sentar na beirada do capô e a beijei. Nossos lábios quase se devorando e quando nos afastamos ela olhou em meus olhos e sussurrou…
- Me fode Edward… por favor… não agüento mais.
Meu membro se contorceu com as suas palavras e em dois segundos eu estava dentro dela.
Ela jogou seu corpo pra trás voltando a deitar no metal frio enquanto eu estocava dentro dela sem delicadeza, a fazendo gritar de prazer.
- Quem é o fraco aqui… Bella? – perguntei ofegante.
Ela abriu os olhos e me encarou.
- Você… – um sorriso sacana brotou nos seus lábios e eu fui mais fundo nela. – Oh Deus! Você! – ela gritou.
Ela queria brincar… e eu estava num bom dia pra brincadeiras hoje.
Eu sai de dentro dela e a puxei, mas antes que ela pudesse sentir minha falta dentro dela, eu a virei a jogando com força contra o capô. Ela deu uma risada sexy e empinou o traseiro pra mim.
Eu apertei a pele do seu quadril, uma mão de cada lado e a invadi mais uma vez.
Seu corpo se movia junto com o meu e o barulho da sua pele escorregando pelo metal ecoava pela garagem.
- Fraco ainda Bella? – perguntei me movimentando rudemente contra ela.
O barulho dos nossos corpos se chocando passou a ser audível.
- Fraquinho… – ela disse com a voz engasgada. – Muuuuito… – ela gemeu. – Fraquinho… uhmm Edward!
Eu parei. Ela descolou a bochecha do metal e olhou pra trás pra me encarar.
- Porra! Porque você parou? – ela disse irritada.
Eu a puxei pelo quadril e a virei de frente pra mim.
Minha mão rude se infiltrou em seus cabelos a fazendo ela me encarar e sua cabeça inclinar pra trás rudemente.
- Anjo… – eu suspirei. – Eu não quero te machucar…
- Você nunca me machucaria, mas continua sendo fraquinho… – ela levantou uma das sobrancelhas e riu.
Eu a joguei contra o capô de novo e uma de suas pernas eu apoiei em meu ombro.
- Fraco? – eu gemi sentindo como eu ia fundo nela e ainda me movimentando de uma forma continua e forte.
- Oh Deus! Não… – ela espremeu os olhos. – Nunca… Você é… tudo… Oh por favor, não pare!
Ela gritou quando eu investi uma última vez nela e segundos depois nós dois tínhamos sido arrebatados e jogados em um abismo, juntos e ainda conectados.
Meu corpo cansado caiu em cima do dela e ela me abraçou pelo pescoço.
- Você está bem? – perguntei contra a pele do seu pescoço.
- Ótima… – ela ainda estava ofegante. – Mas acho que não tenho mais colo do útero.
Nós dois gargalhamos juntos.
Eu me ergui e olhei em seus olhos.
- Eu te amo tanto. – meu polegar acariciou a pele macia da sua bochecha.
- Eu também amo você.
Eu a beijei mais uma vez.
Dessa vez foi doce e calmo. Nosso amor exalava entre nossos lábios, o gosto de cereja ainda estava ali e sua língua quente me enlouquecendo enquanto me tocava.
- Vamos entrar. – eu disse saindo de dentro dela.
Nós gememos juntos quando sentimos a falta um do outro e eu peguei nossas roupas no chão.
Assim que entramos no quarto, nos jogamos na cama ainda nus e exaustos.
Só então eu lembrei… esquecemos a camisinha.
Merda!
- Bella? – a chamei. Pela sua respiração ela devia estar dormindo. – Anjo?
- Uhm? – ela murmurou sonolenta.
- Está dormindo? – quis me certificar. Bella falava muito dormindo.
- Quase. – ouvi sua risada baixa.
- Você já está menstruando? – quis saber.
- Não. Por quê? – perguntou.
- Nós não nos protegemos. – eu disse.
- Uhm… não ainda não veio.
- Durma então meu anjo. – eu beijei seus cabelos e logo em seguida ela respirava pesadamente em meu peito.
Uma curetagem é como se fosse um parto o esquema é sempre o mesmo.
As mulheres sempre demoram alguns dias pra voltar a ter seu ciclo normal, só que as que têm um parto de verdade demoram a menstruar mais por conta da amamentação.
E isso me deixou tranqüilo, porque se Bella ainda não tinha seu ciclo não corria o risco de engravidar.
Não que eu não quisesse um filho dela. Eu queria… e muito.
Mas agora seria colocar a vida dela em risco e por isso nosso bebê de olhos castanhos poderia esperar.
Quando acordei estava sozinho no quarto e não posso negar que aquilo me irritou um pouquinho.
Me levantei e tomei um banho quente, colocando uma sunga e uma bermuda em seguida.
Eu desci e fui procurar Bella. A encontrei na cozinha, juntos com o cheiro de bacon e café fresco.
- Bom dia! – eu a abracei por trás e beijei seu pescoço.
Ela estava mexendo ovos no fogão, de costas pra porta.
- Você tem que parar de me assustar assim. – ela disse colocando uma mão por cima da minha que estava espalmada em sua barriga.
- E você tem que parar de me deixar dormindo sozinho. – choraminguei.
Ela desligou o fogo do fogão e despejou os ovos em um parto de porcelana.
- Eu não gosto de te acordar. – eu a soltei pra irmos até o balcão. – Você já dorme tão pouco… e quando dorme é como um anjo.
Nos sentamos, um do lado do outro, na bancada da cozinha.
Eu me inclinei pra ela e beijei seu pescoço mais uma vez.
- Não. Você é meu anjo. – a lembrei.
- Você também é o meu. – ela assentiu. – Você me salvou Edward… quando ninguém poderia ter feito… você me salvou.
Eu a puxei pra mim e a abracei.
- Eu amo você Bella e nada nesse mundo mudará isso algum dia. – eu disse com a voz embargada.
- Eu também amo você Edward… pra sempre. – ela apertou seus braços pequenos em volta do meu pescoço.
Ainda ficamos uns bons minutos abraçados, até nossa fome vencer o momento e nos separarmos pra comer.
Depois que terminamos o café, Bella foi se trocar. Nós iríamos a praia e comeríamos o almoço por lá.
- Estou pronta. – ela anunciou da escada.
Eu me levantei do sofá e peguei com ela meus chinelos e a camiseta branca que eu havia pedido que ela pegasse pra mim.
Dei um beijo suave em seus lábios, mas eles não tinham mais o gosto de cereja.
- Eu gosto da cereja. – eu disse a ela fingindo estar chateado.
- Ooooh… sim. Eu sei. – ela riu e foi até o sofá. Apoiou sua bolsa na parte mais alta do mesmo e tirou o bendito tubinho plástico de lá.
Meu sorriso se alargou quando ela passou aquilo nos lábios, me encarando enquanto me provocava.
Eu vi seus lábios se esfregarem um no outro quando ela terminou e serem afastados com um sonoro “pop”.
Cretina!
- Satisfeito? – me perguntou com malícia.
- Ficarei mais tarde. – sorri pra ela espalmando a mão nas suas costas e beijando sua têmpora.
Ela estava linda. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto. No corpo um vestido branco até os joelhos e eu podia ter um vislumbre de algo vermelho por baixo.
- Está de biquíni? – perguntei deslizando minha mão na lateral do seu corpo, sentindo o tecido.
- Maiô. – ela mordeu os lábios e me olhou.
Claro. Suas cicatrizes.
- Meu anjo, você não precisa se esconder. – eu segurei seu rosto entre minhas mãos.
- Edward, ninguém precisa ficar olhando praquilo e me julgando pelo que seria… eu detesto quando me olham diferente. – ela disse um pouco chateada.
- Mas você é diferente Bella. – eu sorri pra ela. – Você é maravilhosa e isso te faz ser diferente.
Ela suspirou e abaixou os olhos.
- Meu passado e minhas marcas podem não ser repulsivos pra você Edward, mas pra muitas pessoas seria. – ela não me olhou enquanto falava.
- Você não deveria se importar com que os outros vão pensar de você Bella. Isso realmente não tem importância. – eu disse.
- Vamos? – ela mudou de assunto. – Está um dia lindo lá fora.
Ela pegou sua bolsa em cima do sofá e saiu da sala.
Bella não podia regredir. Nós estávamos indo tão bem… há meses ela não tocava no assunto “passado” e nunca mais se importou com suas marcas enquanto estava comigo.
Mas eu entendia perfeitamente sua aflição em mostrá-las a outros.
Quando eu saí a encontrei no deck. Sem falar nada peguei sua mão e fomos pra garagem.
Eu a levei até South Beach.
Estava sol, mas o vento gelado impedia que ficasse calor. Por isso, apenas curtimos o mormaço na areia e não entramos na água.
Por incrível que pareça, a praia estava bem movimentada.
Por volta de uma da tarde nós fomos almoçar.
Já que estávamos com roupa de praia, eu resolvi levá-la ao News Café. Um restaurante na beira da praia, muito movimentado, mas simples. Quer dizer, nada comparado ao restaurante de ontem.
E como eu imaginava, Bella se sentiu muito mais a vontade ali.
Ela sorria animada como uma criança enquanto lia o cardápio e no final escolheu um sanduiche de peito de peru com algumas batatas fritas e eu pedi um Döner kebab. O melhor Döner kebab que eu já tinha comido na minha vida.
Nossos pedidos chegaram rápido e só então percebi como eu estava com fome.
Eu só parei de comer pra admirar Bella ao ar livre.
O vento levava seus cabelos, um pouco mais avermelhados por causa do sol, e suas bochechas estavam coradas por conta do mormaço.
Era incrível como ela era tão mulher e ao mesmo tempo tão menina.
Nesse momento ela era minha menina… comendo sanduíche e bebendo coca-cola.
- Que foi? – ela perguntou limpando a boca em um guardanapo. – Edward?
Eu saí dos meus pensamentos e a olhei.
- Nada… eu estava pensando. – eu disse dando um gole na minha coca.
- Em…? – ela fez um gesto com as mãos, me estimulando a falar.
- Em como você é linda e em como eu tenho sorte de ter você. – eu disse.
Ela sacudiu a cabeça e corou ainda mais. Nos lábios aquele sorriso tímido que eu amava.
Eu dei um beijo suave em seus lábios e acabamos de comer.
Quando saímos do restaurante, eu deixei o carro por ali e fomos andar pela Ocean Drive.
Nós fizemos algumas compras, tomamos sorvete e andamos de patins.
Quando percebemos, já estava no final da tarde e a expressão de Bella me dizia que ela estava cansada.
- Vamos pra casa? – perguntei a ela depois de alguns minutos sentados num banco do calçadão vendo o pôr do sol.
- Estou cansada. – ela riu encostando sua cabeça no meu ombro e colando ainda mais suas costas em meu peito.
Eu me inclinei e nos levantei no banco. A abracei de lado pela cintura e andamos de volta pro carro.
Bella estava calada e pensativa e eu atribuí isso ao cansaço. Se ela não voltasse ao normal depois de um cochilo eu teria que perguntá-la o que estava havendo.
Assim que chegamos fomos tomar um banho. Eu a ajudei a lavar os cabelos e massageei seus ombros embaixo da água quente.
- Deus! Isso é bom! – ela disse com a voz arrastada.
Eu sorri e desliguei a água.
Depois que nos secamos, ela deitou na cama de bruços e eu fiz uma massagem completa em suas costas com seu creme de morangos.
- Isso está me excitando… – ela disse sonolenta. – Se eu tivesse forças eu ia querer você…
Eu ri e saí de cima das suas costas. A cobrindo e dando um beijo suave em sua testa.
- Durma meu anjo. – eu sussurrei em seu ouvido.
Nem cinco minutos depois ela dormia.
Eu vesti uma bermuda de algodão, uma camisa de mangas compridas e desci.
Então eu percebi que não tinha nada pra fazer.
Eu podia nadar, mas não estava a fim.
Tv… não prendia minha atenção.
O piano eu só gostava de tocar pra extravasar… tensão ou depressão.
O que me restou foi pegar minha cartela de cigarros e ir a praia.
Eu me sentei na areia e soube que não ficaria ali por muito tempo. O vento frio que minha do mar quase me fazia bater os dentes.
Demorei uns bons minutos pra conseguir acender meu cigarro.
O mar estava calmo e me trazia uma melancolia filha da puta.
Eu pensei em tudo enquanto estava sentado ali, o que me fez até esquecer o frio.
Meus pensamentos estavam todos em Bella.
Em como ela havia mudado desde que fiz a proposta de ficar lá em casa a ela. Como ela se abria comigo cada vez mais. Em como confiamos ao outro nossa própria vida…
Eu tinha certeza que Bella era a mulher da minha vida. Era ela que eu queria pra sempre.
Era seu rosto de menina que eu queria que fosse a última coisa a ver antes de dormir e a primeira assim que acordasse.
Era com ela que eu queria ter meus filhos. Dezenas deles se eu pudesse… mas por causa dos seus antigos abortos eu me contentaria com apenas um pra não colocá-la em risco.
Uma criança linda de pele pálida e olhos chocolates. Se fosse menino teria que puxar minha altura, mas se fosse menina teria que puxar a delicadeza do corpo pequeno de Bella. Os cabelos também teriam que ser castanhos avermelhados, o nariz perfeito de Isabella e sua boca rosada…
…tinham que puxar somente a ela.
Isso me faria o homem mais feliz do mundo.
Pensei em Jacob e sua ameaça de tirá-la de mim. Eu o mataria se encostasse o dedo nela e eu juro que não estou falando no sentido figurado.
Eu o mataria com as minhas próprias mãos.
Só de pensar nas mãos de Jacob na minha menina um gosto amargo se instalou na minha boca e eu me senti enjoado.
Ninguém mais encostaria nela além de mim.
A não ser se um dia ela resolvesse me deixar… eu não posso nem pensar nessa possibilidade que um ataque de pânico ameaça a surgir.
Mas é claro que ela era livre pra ir. Eu só esperava que ela nunca quisesse isso.
Eu pensei em como minha família a recebeu. Como Esme adotou Bella como sua própria filha, a deixando a vontade em um meio que ela não tinha costume de estar. Meus pais e meus irmãos sempre a tratando como da família… e isso enchia meu peito de um sentimento maior que amor que eu ainda não conseguia explicar.
Eu só sabia que eu precisava dela. Mais do qualquer coisa eu precisava dela.
Eu conseguiria sobreviver ainda por alguns minutos se me faltasse o ar.
Poderia viver alguns dias sem água ou comida.
Poderia viver eternamente sem todo meu dinheiro ou um salário limitado.
Mas eu não sobreviveria a um dia se eu soubesse que ela havia me deixado pra sempre.
Isso eu não suportaria…
Deus! Ela sai durante a tarde e eu já fico nervoso sem ela.
Eu não sei quanto tempo eu fiquei ali, sentado na praia, mas quando eu percebi minha cartela estava quase vazia e uma voz doce de anjo preencheu minha alma.
- Você não tinha parado de fumar? – sua voz veio de trás de mim.
Eu apaguei imediatamente meu cigarro e virei meu tronco pra olhá-la.
Cristo! Ela estava linda!
Ela usava um pijama de frio florido. Os botões da sua barriga estrategicamente abertos e um grosso edredom jogado em seus ombros.
- Apenas diminuído. – eu disse.
Ela murmurou um “uhm” e mexeu o pé inquieta enquanto seus olhos olhavam o movimento deles.
- Vem cá. – eu estendi minha mão a ela.
Ela terminou de descer alguns degraus do deck e parou ao meu lado.
Eu afastei minhas pernas e sem dizer nada ela sentou no meio delas, apoiando suas costas em meu peito.
- Toma. – ela me deu o edredom. – Você está gelado.
Foi só quando sua pele quente encostou na minha fria, que eu percebi que estava com frio.
O edredom era grande, então eu o passei pelos meus ombros e a abracei, cobrindo nós dois com o tecido.
- Problemas? – ela perguntou fitando o mar.
- Não, apenas pensando. – arrastei meu nariz pela pele do seu pescoço tentando absorver seu cheiro de morango.
- Sabe que não deve se preocupar com Jacob Edward. – ela disse. – Eu sei que viemos pra cá por causa dele e sei também que você está preocupado caso ele me encontre. – ela puxou mais meus braços ao redor dela. – Eu sei me cuidar… – ela ia dizer mais alguma coisa, mas sua voz morreu.
E eu não quis perguntar o que era. Ela não estava confortável em falar.
Nós ficamos um bom tempo em silêncio…
Até o amor que eu sentia por ela querer irromper pelo meu peito e eu me vi sussurrando em seu ouvido…
- Eu quero me casar com você. – eu sussurrei, mas minha voz saiu firme.
Eu não tinha dúvidas quanto a isso.
Eu sei que eu a conhecia apenas a 2 meses, mas era como se fosse uma eternidade e eu não tinha dúvida que era ela, a mulher que estava agora em meus braços, que eu queria pra sempre comigo.
Porra! Eu também já tinha quase 30 anos. Até Jasper que é tecnicamente mais novo que eu já é casado.
Eu estava cansado de ficar sozinho. Eu, minha solidão e a maldita depressão.
Aquele era meu momento… o momento de me deixar ser feliz e fazê-la feliz. Porque era pra isso que eu viveria agora. Eu poderia estar morrendo que apenas um sorrido de Bella me daria vida.
Ela parou de respirar por alguns segundos e ficou tensa em meus braços.
- Anjo, eu não estou dizendo que tem que ser agora, mas eu quero que se case comigo. – eu disse inseguro. – Eu quero que isso… – eu fechei mais meu braço em seu corpo. – Seja pra sempre.
Ela se mexeu e eu soltei meus braços dela.
Ela se voltou pra mim, ficando de joelhos a minha frente.
- Eu me casaria agora com você Edward. – seus olhos estavam marejados. – Sem pensar, sem hesitar… eu me casaria com você quando quisesse, quantas vezes quisesse e… – eu a cortei colando meus lábios nos seus e a puxando pro meu colo.
Assim que ela sentou no meu colo, de frente pra mim, eu a abracei com o edredom nas mãos, a cobrindo pra que ela não sentisse frio.
- Faça amor comigo Edward. – ela sussurrou contra meus lábios. – Me ame incondicionalmente como eu amo você. Me diga que sempre estará aqui por mim como eu estarei por você.
- Bella, você é minha vida agora e eu sou seu… eu nunca irei a lugar algum sem você ou deixarei que você vá sem mim. – ela me beijou dessa vez.
Eu nos virei na areia, cobrindo seu corpo pequeno com o meu.
Nossas roupas foram tiradas em segundos e eu fiz amor com ela na areia.
Lenta e deliciosamente eu amei aquela mulher com a minha alma e meu coração, enquanto nos protegíamos do frio enrolados no tecido grosso do edredom.
Em algum momento nós dormimos na areia. Nossos corpos enroscados um no outro enquanto nos protegíamos do frio.
O mundo poderia acabar naquele momento… a sensação que eu tinha era de paz e missão completada.
Finalmente eu era feliz. Bella me fazia feliz.
Eu acordei com a claridade do sol no meu rosto.
Bella não deve ter percebido porque ela estava toda tampada pelo edredom.
Eu tirei meu corpo de baixo do seu cuidadosamente pra não acordá-la e vesti minha bermuda.
Eu a enrolei no edredom e a peguei no colo.
Ela só acordou quando eu a coloquei na cama.
- Edward… – ela suspirou.
- Durma meu anjo, ainda é cedo. – eu beijei seus cabelos e ela voltou a dormir do jeito que eu a coloquei na cama.
Eu tinha perdido meu sono, então resolvi tomar um banho e preparar o café-da-manhã dela.
Eu fiz ovos com cheddar, bacon e café.
Eu tentei esperá-la, mas eu estava com muita fome e decidi que não ia esperar que ela acordasse.
Ainda eram 8 da manhã e eu deixaria que ela dormisse mais um pouco.
Quando acabei meu café eu fui até o quarto e coloquei minha sunga. Hoje eu estava com vontade de nadar.
Estava sol e não tinha vento, o que deixava o clima quente e abafado.
Eu nem sei quantas voltas eu dei, mas parei quando eu vi um par de pernas na beirada da piscina.
Eu submergi próximo a ela e a olhei. Ela agachou pra que eu não ficasse com o pescoço muito virado e depositou seus lábios nos meus.
Eu beijo simples e doce.
- Posso reclamar por você ter me deixado acordar sozinha? – ela perguntou divertida, me imitando como ontem.
- Você até pode, mas me dará o direito de te dizer que você realmente dormia como um anjo. – eu sorri.
Ela murmurou um “bobo” antes de me beijar novamente e se levantar.
- Pegue seu café e venha me fazer companhia. – eu pedi.
Ela se levantou e saiu. Da piscina eu a via se movimentando na cozinha.
Ela estava com uma calça azul de tecido fino no corpo e a parte de cima de um biquíni branco.
Ela voltou com um prato em uma das mãos e um copo de suco na outra. Se sentou numa espreguiçadeira embaixo do sombreiro e começou a comer.
Mas ela comia sem vontade alguma.
- Está ruim? – fiz uma falsa careta.
- Não… está uma delícia. – ela sorriu. – Eu acho que estou indisposta, só isso.
- O que você está sentindo? – perguntei preocupado.
- Está tudo bem Edward. – ela revirou os olhos. – É só uma vertigem ou algo do tipo.
Ela colocou o prato quase intacto em cima da mesa ao seu lado e deixou o suco entre as mãos.
- Deve ter sido por causa do sol hoje de manhã. – eu disse. – Não devíamos ter dormido na praia.
- É… deve ter sido. – ela deu de ombros.
- Toma o suco. – eu apontei pro copo. – Se for isso vai melhorar se você se hidratar direitinho.
Ela revirou os olhos mais uma vez e bebeu todo o suco, deixando o copo ao lado do prato quando acabou.
Nós ficamos quase a tarde toda na piscina. Eu dentro e Bella tomando sol do lado de fora. Quer dizer, nem tomando sol, já que ela estava na sombra e ainda de calça quando dormiu na espreguiçadeira.
Mas infelizmente eu tive que acordá-la.
O mundo real nos chamava e precisávamos voltar pra NY hoje.
Eu não queria ir embora e sei que Bella também não.
Era como se eu tivesse a sensação que quando saíssemos daquela casa a magia acabaria… a carruagem viraria abóbora e só me restaria algo dela pra me lembrar que um dia ela foi real.
Eu sacudi a cabeça irritado, tentando afastar aquela sensação estranha e ruim de mim, mas só consegui isso enquanto estava beijando Bella e sussurrando o quanto nos amávamos.
O vôo foi tranqüilo e em 3 horas chegamos no aeroporto de NY.
Jasper e Alice nos pegaram e acabamos saindo pra jantar juntos.
Comemos comida japonesa. Desde aquele dia em que Bella conheceu oficialmente meus irmãos e Alicia, ela tinha se viciado em comida japonesa.
Chegamos em casa já eram quase 10 horas da noite e tudo que eu queria era deitar ao lado da minha mulher e dormir até amanhã, mas precisamente, até a hora do almoço.
Eu tinha plantão, então eu tinha que descansar pra não fazer alguma besteira no hospital.
Quando chegamos em casa só tivemos o trabalho de tirar nossas roupas e deitar na cama.
Eu enrosquei meu corpo no de Bella, por trás do dela. Meu peito em suas costas e meus braços a abraçando apertado.
- Eu amei nossa viagem. – ela disse baixinho.
- Vamos fazer mais vezes. – eu disse. – Eu ainda tenho uns dias de férias pra tirar no hospital… nós podíamos ir até sua cidade. – eu disse. – Sue ficaria feliz de te ver.
Bella falava de Sue como uma filha falaria de sua mãe e faziam 2 anos que elas não se viam. Desde a morte de Charlie.
- Ela vai adorar te conhecer. – ela disse desenhando com seu indicador no dorso da minha mãe que deslizava por sua barriga. – Deus! Eu estou tão cansada… – ela resmungou. – Eu dormiria 3 dias seguidos.
Nós rimos juntos e eu beijei seu ombro nu.
- Boa noite borboleta. – eu sussurrei no seu ouvido.
- Eu me sinto uma borboleta. – ela assentiu de olhos fechados e um sorriso lindo nos lábios. – Você faz com que eu me sinta uma… você me deu essa liberdade Edward.
- Eu amo você anjo, é só por isso. – minha voz saiu embargada.
Toda vez que ela falava do seu passado um nó se formava na minha garganta. E saber que eu fui responsável por resgatar os sonhos e desejos da minha menina fazia meu peito inflar de orgulho e amor por ela.
Logo Bella dormiu e eu me lembrei que daqui a 3 dias fariam 3 meses que Bella estava comigo.
Se a proposta ainda existisse ela iria embora e eu nunca mais a veria.
Mas eu não contava que eu fosse me apaixonar pelo coração mais lindo do mundo.
E nem que eu fosse ser amado.
Eu nunca pensei que uma pessoa como eu, com um coração duro e fechado, pudesse sentir esse tipo se sentimento.
É claro que eu sabia o que era o amor…
…Mas o amor materno e fraternal…
Não o amor carnal, o amor por uma mulher. Um amor que me fazia querer parar de respirar se fosse preciso pra vê-la sorrir.
Um amor que me fazia querer voltar pra um passado que eu tentei enterrar durante 15 anos. Que me fazia desejar matar quem quer que a fizesse mal.
Um amor incondicional, verdadeiro e o melhor… correspondido.
Continua…































Ain, AMEI !!!! Foi tão gostoso de ler…..é tão bom ver os outros felizes….Bjos
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[haaaa]muita linda…continua?
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Some really interesting points you have written.Assisted me a lot, just what I was looking for
.
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