Autora: Bruna Matheus
Shipper: Beward, personagens da saga e uns inventados por mim
Censura: NC-17
Gênero: Comédia-romântica. Lemons. Universo alternativo. Alguns palavrões…rsrs
Acordei morrendo de vontade de ir ao banheiro e percebi que ainda estava de noite.
Estava sozinha no quarto.
Fui até o banheiro e depois de fazer xixi escovei os dentes.
Quando alcancei a maçaneta da porta do quarto pra sair, eu ouvi vozes vindo da sala.
- Ele nunca me apóia mãe. – Edward disse. Parecia triste, mas ao mesmo tempo irritado.
- Eu sei meu filho, você sabe como seu pai é. – era voz de sua mãe.
O que ela fazia aqui?
Era só o que me faltava, criar uma briga entre Edward e seus pais.
- Ele nunca me apoiou mãe, desde que eu me entendo por gente. – ouvi barulho e vidro. – Ele esquece que eu sempre tive minha vida e que não vou deixá-la de viver por causa dele. Eu a amo mãe e amo os bebês também.
- Eu sei que sim querido. – ela disse num tom maternal. – E ela também precisa de você nesse momento.
Edward deu uma risada.
- Mãe, Bella é a mulher mais incrível que eu já conheci. – ele disse. – Acredite em mim eu preciso muito mais dela, do que ela de mim.
- Você sabe o que eu quis dizer Edward. – ele riu de novo. – No início eu fiquei preocupada, mas depois de ver seu sorriso ao lado dela. A forma que você diz “meus filhos”. – Esme suspirou. – E eu sempre quis netos, estava na hora de ter um.
- Ou dois. – Edward e Esme riram.
Eles ficaram algum tempo em silêncio.
- Tem uma coisa que me incomoda filho. – Esme quebrou o silêncio.
- O que mãe?
- Como é a descrição do doador de Bella? Não que isso importe, mas seria interessante se os bebês parecessem com vocês dois. – Esme se explicou.
- Bella, diz que a descrição do doador lembra a mim. – ele disse. – Olhos verdes, cabelos acobreados e pele branca. Isso é tudo que ela me disse sobre isso.
- Você não se lembra? – Esme perguntou.
- De que? – Edward mastigava alguma coisa.
- Isso não é lugar pra falar sobre isso. Depois conversamos. – alguma coisa fritava no fogão.
- Ok.
Não! Peça pra ela dizer, vai me deixar curiosa.
Merda!
- Vou dar uma olhada em Bella. – Edward disse.
- Isso, já vou servir o jantar. – Esme o lembrou.
Jantar?
Oh meu Deus, eu brigo com o marido dela e ela vem fazer nosso jantar.
Quando ouvi passos corri pro banheiro e tive que escovar os dentes pela segunda vez.
- Sente-se bem? – Edward estava parado na porta do banheiro. Cabelos molhados extremamente bagunçados, sem camisa e os dois braços cruzados no peito faziam seus músculos saltarem e gritarem SEXO pra mim.
- Estou. – enxagüei minha boca e encostei no balcão da pia. – Não devia fazer isso.
- Isso o quê? – ele perguntou confuso.
- Ficar sem camisa e cruzar os braços dessa forma… é quase irresistível. – ele riu. – Nesse momento minha consciência está gritando que sua mãe está em casa.
- Uhmm… podemos resolver isso mais tarde. – ele se aproximou de mim lentamente.
- Oh sim! Nós vamos resolver isso mais tarde. – eu disse.
Ele me pegou nos seus braços e me beijou. Doce, calmo e envolvente. Cada vez que sua língua tocava a minha mandava uma corrente elétrica pro meu ponto sensível.
- Edward… – o chamei entre os beijos.
- Estou aqui amor. – ele sussurrou.
- Se não vamos transar, podemos parar? Ou eu vou me grudar em você e só largo depois que você me der um orgasmo.
Ele deu sua risada rouca e gostosa. Era sexy.
- Essa é minha menina. – ele se afastou um pouco de mim, mas seus braços ainda me rodeavam.
- Vamos antes que sua mãe realmente pense que estamos transando trancados no quarto. Eu morreria de vergonha por isso. – eu disse encostando em seu peito.
- Bella… – ele riu. – Somos adultos e vamos ter bebês, minha mãe sabe que você não faz tricô durante a noite.
- Ah ta, ok! Mas ela também não precisa saber que eu gostaria de dar pro filho dela durante todo o dia.
Ele riu.
- Verdade. – ele me deu um selinho e eu o acompanhei na risada. – Estou feliz que esteja bem. – ele disse. – Me desculpe mais uma vez pelo meu pai. Eu te disse que ele nunca aceita minhas escolhas muito bem e quero que você saiba que o que ele acredita ser o melhor pra mim não me importa. Eu sou feliz com você… com vocês… – ele pousou suas duas mãos na minha barriga. – E isso pra mim é o que importa.
- Ok. – o beijei. – Eu também sou feliz com você. – outro beijo. – Mais estou morrendo de fome.
- Esqueci que você come por três. – ele riu.
- Eu não como por três. – fiz uma falsa cara de ofendida. – Eu como por um e dividimos em três… é diferente.
- Oh sim é! – ele ria mais ainda. – Só pra constar você está linda e não gorda.
Eu fiz um “o” com a boca pela sua antecipação. Ele sempre me dizia isso.
- Ok, eu estou 8kg mais linda e não gorda, entendi. – brinquei.
- Você é absurda! – ele me beijou mais uma vez. – Vamos.
Quando chegamos a sala Esme terminava de colocar a mesa do jantar.
- Olá Esme. – fui até ela e a cumprimentei com um beijo na bochecha.
- Oi querida. Como estamos? – ela acariciou minha barriga.
- Bem. – suspirei. – Parece que eles estão dentro de um liquidificador de tão agitados nas últimas semanas. – brinquei.
Edward puxou a cadeira pra mim e eu me sentei.
Edward e Esme também se sentaram a mesa.
- Isso é normal. Quando vai chegando perto o espaço vai acabando, ai qualquer mexida fica intensa demais. – ela se servia de uma salada.
Eu me servi e Edward também.
- Bella, me desculpe por Carlisle. – Esme começou. – Ele é muito cabeça dura e ainda vê Edward com uma criança… – eu a cortei educadamente.
- Esme, está mesmo tudo bem. Acredite, o que me importa é que Edward quer ficar ao meu lado. – Edward segurou minha mão por cima da mesa. – Ele está livre pra ir a hora que quiser e sabe disso, não é? – Edward assentiu com a boca cheia. – É claro que seu apoio é muito importante pra nós também.
- Eu sei que sim. – ela disse. – Estarei aqui pra o que precisarem. Vocês deviam ir à fazenda esse final de semana. – ela olhou de mim pra Edward.
Eu encarei Edward e ele sabia o que meu olhar dizia. Eu não conseguiria passar dois dias ouvindo as indiretas do seu pai.
- O parto está próximo mãe, é bom ficar perto do hospital no próximo mês. – Edward recusou o convite educadamente.
- Ah claro que sim. – ela se lembrou. – Venham nos visitar quando estivermos na cidade então.
- Iremos. – me limitei a dizer.
Logo acabamos de jantar e Edward ajudou sua mãe na cozinha, já que ele me colocou de molho no sofá.
Esme foi embora logo depois. Eu a agradeci e disse pra não se preocupar com o ocorrido de hoje a tarde.
Eu me senti mal na hora, mas eu não absorvi as palavras de Carlisle. Pra mim, realmente, a opinião dele não contava.
- Vamos tomar um banho? – Edward se ajoelhou no chão na beirada do sofá.
- Uma boa idéia. – levantei uma das minhas sobrancelhas.
Ele me ajudou a levantar e fomos pro quarto.
Edward me despiu lentamente, aproveitando pra explorar meu corpo com suas mãos e boca.
Ele tirou sua calça e colocou a banheira pra encher.
Entramos juntos na banheira.
Edward sentou com as costas apoiadas na beirada da banheira e eu sentei de costas pra ele descansando em seu peito.
- Eles estão mesmo agitados? – ele perguntou fazendo círculos com a palma das mãos na minha barriga.
- Um pouco. – relaxei com seu toque. – Acho que sua mãe tem razão, está faltando espaço.
- Cansada? – perguntou.
- Não pra você. – senti sua risada contra a pele do meu pescoço.
- Está tarde, você deveria dormir. – ele disse.
Uma de suas mãos saiu da minha barriga e foi descendo.
- Eu dormi a tarde toda Edward. – soltei um gemido quando ele me tocou na parte em que eu precisava dele. – E eu quero você.
- Você já me tem. – ele sussurrou no meu ouvido. – Eu sou seu e já disse que não vou a lugar algum.
Ele aumentou a pressão no meu ponto sensível e eu estava quase explodindo.
Deus! Eu estava tão fácil. Se eu fosse homem ia dizer que tenho ejaculação precoce.
- Edward…uhmmm… por favor. – ok, falar eu não conseguia.
Ele tirou sua mão do meu sexo e por um momento eu pensei em brigar com ele, mas suas mãos me seguraram pelo bumbum e me ergueram, quando desci me encaixei nele perfeitamente.
Soltamos um gemido juntos e ele passou a usar suas mãos pra me ajudar a subir e descer dele.
A água ajudava a levantar meus quase 65kg.
- Se toque amor. – ele sussurrou no meu ouvido. – Se toque por mim.
Levei minha mão direita até onde nos encaixávamos e comecei a me estimular. Às vezes tocava seu membro e ele gemia em meu ouvido.
- Oh Deus… – joguei minha cabeça pra trás, apoiando ela em seu ombro.
- Deus Bella! Eu queria ver isso… você… merda… você vai ter que fazer isso pra mim ver. – ele disse com a voz abafada pelos meus cabelos.
- Eu faço… não pare. – pedi.
Ele me levantava ainda mais alto e mais forte. A água saia da banheira em grandes jatos fazendo uma bagunça no chão, mas eu realmente não me importava com isso.
- Bella, eu não agüento muito mais tempo. – ele se esforçava pra falar.
- Eu estou quase lá. – falei.
Não demorou muito e explodimos juntos.
Eu deitei em seu corpo, me moldando a ele. Eu sabia que agora ele estava sentindo meu peso, já que quase não havia água na banheira, mas ele não estava reclamando.
Ele se esticou comigo ainda no seu colo e ligou a torneira de novo.
Eu o esfreguei e ele me esfregou. Quando acabamos de dar banho um no outro eu coloquei meu short de dormir e meu top e ele vestiu de novo sua calça de algodão.
- Vamos deitar? – perguntei quando saímos do banheiro.
- Tenho que estudar. – ele disse. – Vou fazer isso na sala pra não te incomodar.
- Estou sem sono. – fiz uma careta. – Posso ficar com você? Juro que não vou incomodar.
- Você nunca me incomodaria. – ele me beijou e fomos pra sala.
Eu liguei a TV e me acomodei no sofá.
Edward pegou seus livros e ficou na mesa de jantar.
Não sei em que ponto eu dormir e senti – mais uma vez – Edward me colocar na cama.
Quatro semanas depois era o dia da minha consulta de pré-natal.
Alice me acompanhou porque também era dia da sua consulta. Ela esperava um menino e se chamaria Taylor.
Edward não pôde vir por causa da faculdade, minha consulta estava marcada para a manhã. Ele tinha um exame importante pra fazer e não podia faltar e nem eu deixaria que ele faltasse.
Não posso dizer que não fiquei triste com isso, eu fiquei. Eu sei, é meio egoísta da minha parte, mas nos últimos 5 meses ele esteve comigo em todas as consultas.
Esme esteve algumas vezes lá em casa e minha língua coçava pra perguntar a ela ou a Edward o que eles iam conversar naquele dia, mas eu me freava. Não queria que eles soubessem que ouvi a conversa deles por trás da porta.
- Como anda se sentindo? – Dr. Cox me perguntou quando sentei em seu consultório.
- O mesmo de sempre. – eu disse. – Sono, cansaço, fome e muito xixi.
Ele riu.
- Isso é ótimo, porque tudo isso é normal! – ele disse.
- Eles tem mexido pouco ultimamente. – falei.
- Isso também é normal, tem pouquíssimo espaço pra eles agora. – ele me lembrou. – Isabella, precisamos conversar sobre o parto, ele está cada vez mais próximo. – ele olhou em meu cartão. – 7 meses e uma semana… pode acontecer a qualquer momento.
- Eu sei. – suspirei. – Tem alguma possibilidade de eu ter eles por parto normal? Eu queria muito que fosse.
Eu estava trabalhando meu psicológico para um parto normal no curso. Aprendendo aquelas coisas sobre massagens e respiração que amenizam as contrações.
- Essa possibilidade existe Bella, mas corremos o risco de apenas um nascer naturalmente. Não podemos garantir que o outro estará na posição correta pra um parto normal. – ele disse.
- E se isso acontecer? – perguntei.
- Se acontecer o segundo bebê nascerá de cesárea. – respondeu.
- Tem algum risco? – quis saber.
- Aparente não. Você e os bebês são saudáveis, mas nunca podemos prever uma complicação. – ele disse.
- Então vou optar pelo parto normal. – disse confiante.
Fizemos uma ultra e Dr. Cox me disse que Olívia estava encaixada, mas Nicolas não. Ficaríamos na esperança de ele encaixar depois que Olívia nascer.
Ele me deu algumas orientações e vitaminas novas.
Disse que esperaríamos que eu entrasse em trabalho de parto e se algo acontecesse minha cesariana seria marcada pra daqui a três semanas.
Eu não estava preparada e meus bebês também não. Daqui a três semanas eles ainda seriam considerados prematuros.
Não! Não mesmo!
Esperei por Alice na sala de espera e depois de quase uma hora ela saiu de lá de dentro.
A deixei em casa e fui trabalhar. Hoje era meu dia de ficar na Boston.
O dia passou rápido e o movimento foi grande, logo eu estava fechando.
Me despedi de todos e entrei em casa. Cuidei de Beka e fui preparar o jantar.
Deu 7 da noite e Edward ainda não tinha chegado. Liguei pro seu celular e ele não atendeu.
Resolvi jantar, eu estava morrendo de fome e não sabia que horas ele chegaria. O que era estranho, porque ele nunca se atrasava.
Deu 8, 9, 10 da noite e nada.
Eu já estava preocupada. Pensei em ligar pra Esme, mas se ele não estivesse por lá eu a preocuparia, então logo descartei a hipótese de ligar pra ela.
Pensar que ele teria ido embora eu não pensei. Edward havia mudado e sei que ele não faria isso comigo.
Em algum momento eu devo ter cochilado porque acordei com o barulho da porta sendo fechada.
- Devia estar na cama. – ele disse passando por mim na sala.
Como assim eu deveria estar na cama?!
- Aconteceu alguma coisa? – quis saber.
- Não. Estava estudando. – disse simplesmente.
Olhei o relógio na parede da cozinha.
- Até as 11 da noite? – perguntei com sarcasmo.
Ele passou a mão pelo rosto e bufou.
- Bella, meu dia foi péssimo, meu exame foi péssimo e eu estou exausto. Você realmente quer discutir a hora que eu cheguei em casa? – ele me olhou.
- Eu fiquei preocupada Edward, você nunca chegou essa hora, não me avisou e não me atendeu. – ele bufou outra vez. – Me desculpe se você é importante pra mim e eu me preocupo com você.
Me levantei do sofá e sai da sala.
- Me celular descarregou. – ele disse vindo atrás de mim.
- Edward, eu sei a diferença de quando um celular está desligado pra quando uma chamada é rejeitada. – falei tirando a colcha da cama.
- Você acha que eu não atendi porque não quis? – perguntou incrédulo.
- Eu não acho isso. Eu tenho certeza. – fui até meu closet e troquei de roupa, colocando meu short e meu top.
- Você é absurda Bella! – ele disse alterado. – Meu dia foi uma merda, me desculpe se não sou o homem perfeito pra você.
- Eu tive consulta hoje Edward, uma consulta importante! – o lembrei. – Você nem ao menos me ligou pra saber como foi… você nunca foi assim.
- Me desculpe, ok? – ele segurou os cabelos. – Eu devia ter te ligado, mas fiquei atordoado e acabei não fazendo nada decente hoje. – ele pausou. – Eu vou dormir na sala.
- Não, não vai! – segurei o travesseiro dele.
Ficamos nos encarando em silêncio. Edward estava visivelmente abalado, mas percebi que ele não queria se abrir comigo.
- Onde você estava? – perguntei mais uma vez.
Ele inspirou profundamente e segurou o ar.
- Eu estava estudando com Tânia. – ele disse. – Na casa dela.
Tenho certeza que minha expressão naquele momento foi um misto de incredulidade, raiva e surpresa.
- Por isso eu não queria te contar. – ele apontou pra mim.
Eu joguei seu travesseiro em cima dele.
- Talvez seja melhor você dormir no sofá. – falei com a voz embargada.
- Bella… – eu o cortei.
- Eu não vou discutir com você. – me deitei. – Não posso me estressar por causa dos meus filhos.
- Seus? – ele perguntou magoado.
- Apague a luz quando sair Edward. – fechei meus olhos dando a conversa como encerrada.
Ele apagou a luz e saiu do quarto.
Chorei tudo que meu corpo me permitiu naquela noite, eu estava exausta e dolorida por ter dormido tanto tempo no sofá.
Mas não conseguia dormir.
continua….





















Oh men! Devia ter EPV para saber o que ele feeeez!
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Oh Deus, agr que estava tudo indo tão bem!
ainciosa pelo próximo cap.
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:/
OH!… ODeio quando eles discutem!! MESMO!!
…
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Ah cara a Bella as vezes exagera hem, talvez ele esteja passando por uma coisa dificil e não quer preocupar ela, mas o edward tem que se abrir com ela, pra não haver desconfiança na relação deles.
Bem que poderia trer um extra hoje por ser fim de semana…
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