Segundo Plano – Capítulo 9

Autora: Bruna Matheus

Shipper: Beward, personagens da saga e uns inventados por mim

Censura: NC-17

Gênero: Comédia-romântica. Lemons. Universo alternativo. Alguns palavrões…rsrs

“Estou tão cansada de estar aqui

Reprimida por todos meus medos infantis

E se você tiver que ir, eu desejo que vá logo

Porque sua presença ainda permanece aqui e isso não vai me deixar em paz

Essas feridas parecem não cicatrizar

Essa dor é muito real

Isso é simplesmente mais do que o tempo pode apagar

Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas

Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos

E segurei sua mão por todo esse tempo

Mas você ainda tem tudo de mim

Você costumava me cativar com sua luz ressonante

Agora sou limitada pela vida que você deixou pra trás

Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis

Sua voz expulsou toda a sanidade que havia em mim

(…)

Eu tentei com todas as forças dizer a mim mesma que você se foi

E embora você ainda esteja comigo

Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo

Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas

Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos

E segurei a sua mão todo esse tempo

Mas você ainda tem tudo de mim.”

My Immortal – Evanescence.

Acordei no dia seguinte – uma segunda na qual eu trabalharia – com a sensação que um caminhão tinha me atropelado.

Eu estava enjoada, com dor no meu corpo por ter dormido pouco e mal e o pior, eu podia sentir meu rosto inchado por culpa das centenas de lágrimas derramadas durante a madrugada.

Eu estava me sentindo mal, não só no corpo como na alma. Eu estava me sentindo sozinha como eu nunca me senti em toda minha vida. Podia sentir o gosto amargo, não só da solidão na minha boca, mas agora eu também sentia o abandono.

Você sabia que isso aconteceria Bella!

Vivi durante anos sozinha e nunca a solidão que eu sinto agora tinha sido tão intensa.

Talvez seja pelo fato de eu saber que eu realmente fui amada por alguém, a sensação de ter carinho e ser protegida por um homem que me dizia “amor” com o olhar.

Me encolhi na minha cama, esperando que meu mal estar passasse e que as lágrimas fossem embora.

Eu não agüentava mais chorar por uma coisa que não tinha solução… Edward.

Eu não estava triste ou arrependida de estar grávida. A palavra certa na verdade seria assustada.

Nunca pensar em ser mãe solteira me assustava tanto.

Você quis isso! – minha consciência me lembrou.

Eu achei que estava preparada pra passar por isso tudo sozinha, pra ser mãe sozinha, mas acho que me enganei.

Assim como eu me enganei que iria ficar bem quando Edward me deixasse.

Respirei fundo engolindo as lágrimas e resolvi levantar.

Hoje eu tinha que abrir a Boston.Tomei um banho quente e demorado de banheira. Sequei meus cabelos no secador e fui até o closet me vestir.

Coloquei um jeans e sandália preta de tiras.

Fiz uma maquiagem reforçada que escondia minhas olheiras e um pouco do inchaço nos meus olhos e fui pra loja.

Alguns funcionários já estavam lá e por isso eu tomei meu café da manhã.

Torradas Cream Cheese e chocolate quente como só Johnson sabia fazer.

A manhã na Boston foi super movimentada – como sempre – e eu fiquei feliz em ocupar meu tempo com assuntos que não fosse bebê ou Edward.

No meio da manhã liguei pra clínica e consegui uma consulta pra 7. O que seria ótimo já que eu já teria fechado a loja.

Liguei pra Rose e ela aceitou meu convite de ir comigo.

Rosalie é mãe e acho que o apoio moral dela nesse momento seria importante. Seria bom ela ouvir as palavras do médico pra que me explicasse depois, já que eu não entendo nada dessas coisas de mãe e gravidez.

Talvez eu faça um curso de gestante… seria interessante e útil, já que eu não ia querer deixar meu bebê cair no primeiro mês ou deixá-lo sem fralda por não saber colocar uma.

Alice esteve na loja no início da tarde e aproveitamos pra almoçar juntas em um restaurante próximo a cafeteria.

Eu tinha uma sensação estranha toda vez que estava na loja. Era como se eu tivesse sendo observada, mas sempre que eu olhava em volta via pessoas normais fazendo coisas normais.

Será que mania de perseguição é sintoma de gravidez?

Não! Mas fácil acreditar que eu estou ficando psicótica.

– E então? Como está? – Alice me perguntou com cautela assim que nos sentamos pra almoçar. Ela não disse, mas eu sabia que o motivo de sua visita era pra ver se eu não estava desabando no meio da loja.

Ela é minha amiga e se preocupa comigo, então eu sabia que ela tinha ido lá pra ver se eu queria que ela olhasse a loja pra mim.

– Bem. – fui sincera. – Hoje estou bem.

– Essa… é uma boa notícia. – ela sorriu.

– Estou um pouco assustada, ansiosa e insegura, mas acho que toda grávida passa por isso. – falei. – Rose passou por isso… acho que é normal.

– Sim, é. – ela disse. – Conheci muitas mulheres grávidas e todas se sentiam como você Bells, não precisa ficar mal por isso. Tenho certeza que será uma ótima mãe. – ela pegou minha mão.

– Eu não tenho tanta certeza. – forcei um sorriso. – Acho que vou fazer um curso. – ela me olhou. – Daquele de gestante… preciso aprender a cuidar de um bebê Lice, não faço a mínima ideia de como fazê-lo.

Ela riu animada.

– Posso fazer com você se quiser. – eu a olhei surpresa. – Ué, um dia eu serei mãe Isabella e eu também vou precisar saber dessas coisas. Logo… pra você não se sentir sozinha eu faço com você.

– Você não existe Alice! – disse animada e a abracei. – Eu ia adorar se você estivesse comigo.

– Eu também amiga. – ela deu um gole na sua bebida. – Só vamos ter que explicar que não somos um casal.

Nós duas gargalhamos.

Logo o almoço acabou. Eu fui pra casa e Alice foi se encontrar com Jasper, se desculpando por não poder ir comigo na consulta.

O resto da tarde voou e logo eu estava fechando a loja.

Me despedi dos meus funcionários e entrei.

Cuidei de Beka e fui tomar um banho.

Estava quente e abafado na Califórnia, então eu resolvi colocar um vestido tomara que caia branco e sapatilhas coral.

Peguei a chave do meu carro e fui até a casa de Rose.

Ela pediu que eu entrasse, porque como sempre ainda não estava pronta.

Dei um beijo em cada uma das gêmeas e me sentei no sofá com Emmett. Ele via um jogo de futebol americano na TV.

– Hey Bells! – ele se ajeitou no sofá pra me dar espaço.

– Oi Emm. – me sentei ao seu lado e ele passou o braço por trás das minhas costas. Deitei minha cabeça no seu ombro curtindo o carinho do meu amigo.

– Quer dizer que nossa família vai aumentar?! – ele disse animado.

– Parece que sim. – sorri pra ele e ele alisou minha barriga com a mão livre.

– Estou feliz por você Bells, quero que você saiba disso. – ele beijou minha testa. – Estaremos sempre aqui pra vocês.

– Obrigada Emm. – agradeci emocionada.

- Dinda! Dinda! – Lara entrou na sala.

– Oi princesa! – ela sentou ao meu lado e eu a abracei.

– Podemos brincar de tomar chá? – ele perguntou animada.

Quando eu ia responder Rose entrou arrumada na sala.

– Depois Lara, eu e sua tia vamos sair. – Rose disse a ela. Ela ficou triste na mesma hora. Eu adorava brincar com as meninas. – Vamos Bella.

Puxei o queixinho de Lara e a fiz me olhar.

– Sabe onde a Dinda está indo? – perguntei a ela. Ela negou com a cabeça. – Eu e sua mãe vamos ao médico. A tia Bella tem um bebê aqui. – coloquei a mãozinha dela na minha barriga. – Tomara que seja uma boneca como você.

– Você vai deixar eu brincar com ela? – seus olhinhos brilharam.

– Claro que vou! – beijei sua testa.

Ela levantou e deu um pulo seguido de um grito.

– SARA, KARA, TIA BELLA VAI NOS DAR UMA BONECA! – ela saiu gritando pelo quintal.

– Coitada dessa criança! – Emmett gargalhou.

Depois de nos despedimos de todos saímos e fomos em direção a clinica.

Deu meu nome a recepcionista e paguei a consulta, ela pediu que eu aguardasse que logo meu nome seria chamado.

Depois de uns 20 minutos de espera, finalmente Dr. Cox apareceu na sua porta e chamou meu nome.

Minhas pernas tremiam assim como da primeira vez que estive aqui.

– Olá Isabella. – ele indicou uma das cadeiras a sua frente. Eu me sentei em uma e Rose na outra. – E então? Fez o teste?

– Fiz. – falei. – E deu positivo.

– Isso é maravilhoso! – ele deu um sorriso enorme. – Você é uma mulher de sorte. É muito difícil a inseminação funcionar de primeira.

Fiz algumas perguntas e contei a ele algumas coisas que eu estava sentindo e ouvi atenta suas orientações.

- Bom, agora eu preciso te examinar e vamos fazer sua primeira ultra pra ver se está tudo certinho. – ele disse. – Vá ao banheiro tire toda sua roupa e coloque aquela camisola que você adora. – ele brincou.

Eu fiz o que ele mandou e em poucos minutos estava de volta.

Ele me examinou e fez a ultrassonografia.

- Está tudo certo com seu bebê Isabella. – ele disse olhando pra tela. – O óvulo foi fecundado no lugar certo e de acordo com as medidas do feto você está de exatos 2 meses.

Mordi meus lábios e assenti.

Ao ouvir a confirmação dele pelo ultrassom eu vi que realmente era real.

Meu corpo experimentava um misto de sentimentos e sensações. Eu estava assustada, e muito, mas ao mesmo tempo eufórica por estar grávida.

Saber que daqui a 7 meses pegarei meu bebê no colo e cuidarei dele com todo amor e carinho e que nunca mais estarei sozinha, não tinha preço.

Quando o exame acabou coloquei meu vestido no banheiro e voltamos a mesa do consultório.

- Tem algo errado Isabella? – Dr. Cox me perguntou. – Alguma pergunta? Você parece desconfortável.

- Eu… eu acho que estou confusa e um pouco assustada. É muito pra mim. – forcei um sorriso.

- Bom, não é nenhuma surpresa você estar grávida. A gente já esperava que isso acontecesse, não é? – eu assenti.

- É só que… parece tudo indo rápido demais. – mordi os lábios. – E eu estou insegura em relação ao bebê…

- Querida, isso já passa. – ele falou serenamente. – Irá passar quando você sentir seu bebê mexer, quando você pegá-lo no colo e saber que ele é tão dependente de você… Isso logo passa.

- Obrigada. – sorri com sinceridade.

Ele me passou umas vitaminas, remédio pra enjôo e marcamos uma consulta pro próximo mês.

Quando saímos do consultório fomos pra casa de Rose. Alice e Jasper já nos esperavam lá e Emmett havia feito uma espécie de mini churrasco.

- Como foi? – Alice me perguntou assim que chegamos.

- Está tudo certo. – sorri pra ela.

- Isso é ótimo! – ela disse animada. – Teremos que procurar logo o curso de gestante. Já contei a Jasper e ele riu, dizendo que vão pensar que eu sou o pai do seu filho.

Nós rimos.

Jasper e Rose se juntaram no assunto e o clima estava super agradável.

Era ótimo estar com meus amigos, eles me mantinham viva, sóbria de mim mesma, dos meus próprios pensamentos.

Agradeci mentalmente dezenas de vezes por eles não terem falado sobre Edward.

Fazia três dias que eu não o via e já parecia uma eternidade.

Rose e Alice estavam animadas porque o aniversário de Alice se aproximava e eu disse a elas pra fazermos um jantar na minha casa. Seriamos nós cinco, as trigêmeas, Zoe e Mark e os quatro funcionários da Boston.

Quando o jantar acabou e depois que eu ajudei Rose na cozinha eu fui pra minha casa.

Cuidei de Beka, certificando que ela tinha água e ração e segui pro meu banheiro.

Tomei uma ducha quente e quando acabei me olhei no espelho.

Fiquei me virando de um lado pro outro, mirando minha barriga e até que eu já podia ver algo diferente ali.

Ela ainda não estava crescida, mas seu formato estava diferente. Ela estava arredondada e antes era lisa.

Eu não via a hora dela crescer e ficar estupidamente grande ao ponto de todos perceberem o tesouro que eu carregava em mim.

Quando deitei na minha cama a realidade de Edward ter me deixado, a realidade que eu neguei durante todo dia me atingiu e mais uma vez eu dormi em lágrimas.

continua…

2 Responses to 'Segundo Plano – Capítulo 9'

  1. Camille disse:

    Awwww! 7 Meses : D Adorei a parte da mamã Bella e da mamã Alice!

    [Reply]

  2. Vivi disse:

    Nossa ,7 meses passam tão rápido q logo vai ter chorinho aí. Se ele demorar para voltar com ela, vai perder a transformação do corpo, os chutes do bebê e +.Acorda homem !!!! Gostei do extra !!! Bjos.

    [Reply]

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