Autora: Bruna Matheus
Shipper: Beward, personagens da saga e uns inventados por mim
Censura: NC-17
Gênero: Comédia-romântica. Lemons. Universo alternativo. Alguns palavrões…rsrs
Capítulo 15.
Eu não conseguia dormir porque minha mente não parava de trabalhar.
Tânia…
Ele passou a noite na casa da Tânia, sua ex-foda. Ok, pensando assim parece ser pior do que ele falou.
Eu não deveria estar assim por causa disso.
Ele está comigo, ele me ama.
Lembre-se da prova de amor Bella!
Ele largou tudo por causa de mim, assumiu meus filhos, brigou com seu pai, saiu da casa dos seus pais pra ficar perto de mim… mas por outro lado eu não sei nada da sua história com Tânia. A única coisa que ele me disse foi que eles se separaram porque ele não podia dar a ela o que ela queria.
Mas e se ele pudesse agora?
E se ele tiver transado com ela hoje?
Eu confio em Edward, mas não naquela oferecida. Me lembro bem o dia que encontrei com ele sem querer com ele na livraria, o modo como ela se oferecia a ele, fazendo questão de tocá-lo, como se ele fosse dela.
Tentei afastar esses pensamentos da minha cabeça. Eu não precisava disso e se ele quisesse ir, que fosse. Como se fosse fácil assim!
Eu sou adulta e posso conviver com isso. Eu sei que sim.
Devo ter ficado muito tempo acordada porque comecei a sentir fome, mas também não queria passar pela sala e encarar Edward.
Olhei o visor do meu celular, 3 horas da manhã.
Uma boa hora pra se sentir fome.
Me levantei, vesti meu roupão e fui pra cozinha.
Edward estava sentado no sofá e a TV ligada, mas ele não se mexeu quando me ouviu passar, então acredito que estava dormindo.
Comi uma tigela de cereal com leite e a lavei quando acabei.
Fui até a sala e Edward realmente dormia sentado. Desliguei a TV e o cobri com uma colcha.
Deitei e ainda fiquei algum tempo acordada.
Quando consegui dormir fui acordada com uma sensação ruim na perna direita e logo a sensação se tornou uma dor aguda insuportável.
- Oh meu Deus! – gemi esticando a perna o máximo que eu consegui.
Era câimbra, eu tinha certeza disso.
Mas porra! Era a senhora câimbra! Juro que pensei que minha perna cairia do corpo.
Eu tentei não gemer de dor muito alto pra não acordar Edward, mas a dor ficava cada vez mais forte. Por um momento pensei em chamá-lo, mas meu orgulho não deixou.
Peguei uma almofada do meu lado e a mordi, gritando contra ela.
Puta merda! Não vai passar?
- Bella? – a porta foi aberta e eu só vi a cabeça de Edward pela fresta. – O que houve?
Ele entrou quase correndo pelo quarto.
A cena não deve ter sido agradável. Eu mordia um travesseiro, estava suada e contorcida na cama.
- Deus! Fale comigo Bella! – ele implorou.
- Mi-minha perna… Arghhh… dói. – gemi.
- Câimbra? – ele perguntou e eu apenas assenti.
Ele pegou minha perna direita e começou a massagear da forma que tínhamos aprendido no curso de gestante. E eu que achava que ele não prestava atenção nas aulas.
- Está passando? – ele ainda massageava minha panturrilha.
- Umhum… – murmurei.
Ele continuou massageando até que passou e eu relaxei na cama. Só então eu percebi que arqueava minhas costas. Todos os meus músculos estavam tensos e minha respiração ofegante.
- Passou. – eu disse aliviada.
- Devia ter me chamado. – ele disse. – E se eu não te ouvisse? Você é tão teimosa. – ele sacudiu a cabeça.
Eu fiquei em silêncio enquanto ele me encarava.
- Me desculpe por não ter ligado hoje. – ele começou. – Eu não consegui fazer o exame na faculdade, estava preocupado com você, com os bebês, com a livraria… tudo vinha na minha mente, menos o que eu passei noites em claro estudando. Quando eu fechei a livraria Tânia se ofereceu pra me ajudar em algumas coisas que eu tenho dificuldade e eu aceitei. – ele disse. – Realmente meu celular não estava desligado, mas eu também não sei onde ele está, acho que o perdi ou devo ter deixado na livraria.
- Você transou com ela Edward? – fui direta.
Ele desviou o olhar, deu um sorriso sem humor e voltou a me encarar.
- Bella, eu nunca faria isso com você. – ele falou. – Nem ao menos isso passa pela minha cabeça. Tânia é bonita, nós já tivemos um caso, mas eu amo você. Você é minha mulher e ela é apenas uma ex.
- Você sabe que eu também amo você. – falei. Ele sorriu. – Mas eu não quero atrapalhar sua vida Edward. Primeiro você teve que se reogarnizar por minha causa, depois brigou com seu pai e agora está com problemas na faculdade… Talvez fosse melhor… – ele me cortou.
- Não! Não diga isso! – ele fechou os olhos. – Eu não ligo pra faculdade Bella. Eu vivi 35 anos sem ela e a livraria está indo bem… eu só me preocupo com o conforto de vocês e em ser o que você precisa que eu seja.
- Eu preciso de você do jeito que você é. – deixei claro. – Eu não ia te amar mais se você mudasse em alguma coisa. Você é perfeito pra mim.
- Eu sei que não sou, mas eu quero ser. – ele sussurrou.
- Vem dormir. – o chamei.
- Não preciso mais ficar no sofá? – ele perguntou divertido.
- Não, seu lugar é aqui. – sorri pra ele.
Ele me deu um selinho e deitou de costas pro colchão. Eu me aconcheguei a ele e deitei minha cabeça em seu ombro enquanto ele penteava meus cabelos com os dedos.
- Me desculpe por achar que você transou com ela e por dizer que os bebês são meus. – eu quebrei o silêncio.
- Está tudo bem e eu não te culpo meu amor. Eu pensaria da mesma forma. Você que tem que me desculpar. – ele beijou meus cabelos. – Eu amo você Bella, sempre.
- Eu também amo você. – respondi e logo depois senti a respiração pesada de Edward em meu ouvido.
Não demorou muito e eu também dormi.
Três semanas depois e as coisas estavam como eram antes.
Edward continuava o mesmo. Atencioso e cuidadoso comigo e com os bebês. Ele dizia que estava indo bem nas provas e faltavam apenas algumas semanas pro semestre acabar e finalmente chegar sua formatura. Eu esperava que os bebês não nascessem até pra eu poder ir e apoiá-lo.
O nome da ex nunca mais foi pronunciado. Pensar nela me lembrava que eu ainda precisava ir à livraria.
Sabe como é, marcar um território.
Cruzes! Estou parecendo cachorro de rua.
Eu estava com 8 meses, faltavam apenas alguns dias pra completar 33 semanas de gestação
.
E sinceramente? Eu não agüentava mais estar grávida. Minha barriga estava gigante e pesava horrores.
Edward continuava com aquela história de “você está linda e não gorda”, mas não me convencia, afinal são 13kg a mais e dois bebês dentro de mim. Ele nunca me convenceria, apesar de eu ainda conseguir ver minhas costelas.
Hoje era domingo e Rose nos chamou pro famoso churrasco de Emmett.
Eu desconfiava que ela e Alice estivessem tramando alguma coisa, mas achei que era paranóia minha e deixei pra lá.
Ainda estava de olhos fechados quando senti a mão de Edward alisando minha barriga e logo depois seu corpo moldando atrás do meu.
Fiquei quieta, esperando pra ver o que ele faria, apesar de ter uma boa noção do que ele queria. Sua ereção no meu traseiro o entregava.
- Amor? Está acordada? – ele sussurrou.
Fiquei quieta. Sua mão direita passeava pelo meu corpo me acendendo e me arrepiando.
Ele levou sua mão ao cós do meu short e estava o puxando suaventamente pra baixo.
- Isso é estupro! – brinquei.
- Eu sabia que você estava acordada. – ele riu. Seu hálito quente em meu pescoço me excitando.
- Eu estava fingindo pra ver até onde você iria. – disse divertida.
Ele se apoiou no cotovelo do braço esquerdo e atacou meu pescoço com sua boca. Passando sua língua morna por toda a extensão do meu ombro.
- Uhmm… – gemi.
- Isso é bom não é? – ele sussurrou.
- Muito… – respondi.
Ele se levantou e tirou meu short. O cretino já estava nu.
Voltou a se deitar atrás de mim e logo em seguida senti ele me invadir lentamente, quase me fazendo implorar por mais.
Logo nossos corpos tremiam suados e conectados por conta do nosso orgasmo.
Depois de alguns minutos e respirações normalizadas me virei de frente pra ele.
Pousei minha mão em seu peito e a sua estava alisando minha barriga.
- Temos que ir pra casa da Rose. – eu disse.
- Eu sei. – ele sorriu. – Ela me disse que era pra eu te levar as 11. – ele se mexeu na cama e pegou o celular no criado mudo. – Já são 10 da manhã, vou fazer seu café.
Ele ia se levantar, mas eu o puxei.
- Você sabe o que Rose está aprontando? – perguntei.
- Nã-não. – ele gaguejou e deu de ombros.
- Ok, vou fingir que acredito em você. – soltei seu braço. Ele sorriu e me deu um selinho.
- Boa menina.
Ele vestiu sua calça de pijama e saiu do quarto.
Eu fui pro banheiro e fiz minha higiene matinal. Tomei um banho quente e demorado, quando estava acabando Edward entrou no banheiro.
- O que você vai vestir? – ele perguntou. Eu o olhei confusa. Edward nunca se preocupou com minha roupa. – Rose pediu pra eu perguntar.
- Ainda não sei. – disse enxaguando meus cabelos.
- Ela pediu pra você não usar vestido. – ele disse.
- Por quê? – o olhei.
Ele deu de ombros e saiu.
Esse era Edward. Transparente como a porta de blindex do Box. Como ele não consegue mentir… foge.
Acabei o banho e fui até meu closet. Vestidos me deixavam mais confortável, mas eu tinha umas calças que ainda me serviam.
Coloquei um jeans próprio pra gestante, uma bata de alça azul que cobria toda minha barriga e uma sapatilha prata.
Quando cheguei na cozinha Edward estava fazendo panquecas.
- Está bom? – perguntei a ele.
Ele se virou e me olhou.
- Perfeito! – voltou sua atenção pro fogão. – Sente-se, vou tomar um banho enquanto você toma café.
Ele me serviu, deu um beijo em minha testa e foi pro quarto.
Eu comi panquecas com calda de chocolate e leite puro.
Depois de alguns minutos Edward saiu do quarto vestindo uma calça preta e uma camisa verde claro de botões e segurando minha bolsa.
Ele tomou um copo de leite e fomos pro carro, seguindo pra casa de Rose.
Foi Emmett que nos atendeu. Ele estava animado e suado, assim como Edward estava arrumado demais.
- Cadê Rose? – perguntei a ele depois de cumprimentá-lo com um beijo na bochecha.
Eu podia ouvi uma música agradável vindo do quintal e muitas vozes.
- Está no quintal. – ele disse. – Estávamos só esperando vocês.
Ele passou uma mão pelas minhas costas e me guiou até o quintal.
Eu quase caí pra trás quando entrei lá.
Era uma festa. Rose estava dando uma festa e a escondeu de mim.
Isso me levava a crer que a festa era minha. Só pode.
Ela se levantou quando me viu e veio na minha direção. Alice fez o mesmo.
- Bem vinda ao seu chá de fralda. – ela disse animada e me abraçou.
- Vocês são terríveis. – comentei me soltando de Rose e abraçando Alice.
Sua barriga já era evidente.
- Bom, você não queria fazer, mas nós não poderíamos passar em branco. – Alice disse. – São seus primeiros bebês… – ela disse animada. – Só se fica grávida pela primeira vez uma vez.
Nós rimos.
O quintal estava cheio. Os funcionários da Boston estavam ali, alguns amigos de Emmett e suas esposas, duas funcionarias da livraria de Edward e umas antigas colegas de faculdade minha e de Rose que ainda mantínhamos contato.
Depois que cumprimentei e apresentei Edward a todos nos sentamos pra almoçar.
Havia uma mesa enorme com diversas comidas, salgadinhos e frios. Me pergunto como Rose fez isso tudo sozinha.
Os pratos estavam ao lado e cada um se servia com o que queria sozinho.
Eu me sentei em uma espreguiçadeira e Edward me perguntou o que eu queria pra poder fazer meu prato.
- Fico feliz que vocês estejam bem. – Rose comentou quando Edward se afastou.
- Edward é um homem incrível Rose, mas somos dois teimosos, às vezes batemos de frente, só isso. – dei de ombros e olhei pra Edward fazendo meu prato enquanto conversava com um dos amigos de Emmett na mesa.
- Vocês dois precisam ser pacientes. – ela disse. – Você sabe… – ela gesticulou com o garfo nas mãos. – Quando a gravidez acabar viram outros problemas e isso exige paciência e dedicação da parte de vocês.
- Eu sei que sim. – falei. – Obrigada.
- Não precisa me agradecer minha amiga. – ela sorriu. – É apenas um conselho de quem já passou pela mesma situação. – ela disse. – Só que você é muito mais madura do que eu. Quando eu descobri que viriam três por ai, eu tinha 27 anos e nenhuma experiência com crianças. – ela gesticulou outra vez. – Quer dizer eu tinha Emmett, mas ele sabia tanto quanto eu, ou seja, nada.
Nós rimos.
- Eu tenho sorte de ter você. – falei. – Saber que passamos por situações parecidas e tê-la por perto me deixa tranqüila. – sorri.
- É pra isso que eu estou aqui. – ela também sorriu.
Edward voltou com dois pratos e saiu de novo pra pegar suco pra mim e pra ele.
Logo Alice se juntou a nós e o assunto girou em torno de bebês, fraldas e qual o tipo certo de mamadeira pra um recém-nascido.
Me encantei ao ver a preocupação e interação de Edward no assunto.
Ele sempre me surpreendia.
Depois que todos almoçaram Rose queria começar a brincadeira. Eu implorei pra que ela não fizesse isso, mas ela e Alice me arrastaram.
Quando a brincadeira estava pra começar eu vi minha avó e Mark entrando pelo quintal.
Meus olhos encheram de lágrimas e eu fui até eles.
- Vó! – eu a chamei emocionada.
- Oh querida! Você está tão linda! – eu tive que revirar os olhos enquanto a abraçava apertado.
- Eu não acredito que vocês vieram! – falei abraçando Mark.
Eu não via minha vó há alguns dias, ela havia ido lá em casa, mas Mark eu não via há algumas semanas e eu realmente estava com saudade dele.
Depois que Edward, Rose e Alice os cumprimentaram eu fui pintada, manchada, meu cabelo puxado pra um lado e pro outro e minha enorme barriga tinha uma linda cara feliz.
Edward ria e se divertia.
Quando os presentes acabaram eu fui até ele e distribui vários beijos em seu rosto o deixando manchado de batom vermelho.
- Você vai me pagar por isso! – ele gargalhava.
Todos riam olhando pra nós dois.
- Uhmm… talvez eu deixe você me limpar quando sairmos daqui. – sussurrei no seu ouvido e ainda o ouvi murmurar um “absurda” antes que eu saísse e fosse até o banheiro me limpar e ajeitar meu cabelo.
No final da tarde só havia restado nós no quintal. Todos haviam ido embora.
Alice se abraçava a Jasper e ele tinha uma mão em sua barriga. Emmett e Rose riam de algo engraçado que ele sussurrava em seu ouvido e as trigêmeas dormiam. Zoe e Mark estavam sentados em uma mesa enquanto ela lhe dava algo de comer em sua boca.
- Tudo bem? – a voz de Edward me fez perceber o quanto estava longe. Eu assenti.
Eu estava deitada na espreguiçadeira e ele estava sentado aos meus pés me dando uma de suas massagens.
Edward e eu fomos os primeiros a sair. Nós levaríamos Zoe e Mark até a casa de repouso e depois iríamos pra casa.
Eu ainda tentei ajudar Rose a ajeitar as coisas, mas ela e Alice não me deixaram.
Nota mental de fazer uma pesquisa de porque as pessoas tendem a tratar mulheres grávidas como inválidas.
Graças a Deus – e a minha insistência – viemos no meu carro. Se tivéssemos vindo no volvo de Edward não caberiam todos os presentes na mala do carro. Como meu carro tinha bastante espaço, coube tudo e ainda acomodou Zoe e Mark com conforto.
Não demoramos muito no asilo e fomos pra casa.
Edward e eu tomamos banho juntos e a ajuda dele foi essencial pra eu conseguir me limpar de todas as marcas no meu corpo.
Colocamos nossos pijamas e apagamos assim que caímos na cama.
Capítulo 16.
“Há algumas coisas sobre as quais não falamos
Melhor continuarmos assim e simplesmente segurar o sorriso
Apaixonando e desapaixonando
Envergonhado e orgulhoso
Juntos todo tempo
Você nunca pode dizer nunca
Ainda não sabemos quando
Mas de novo e de novo
Mais jovens do que éramos antes
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Não me deixe ir
Imagine que você é a rainha de tudo
Na medida em que os olhos podem ver sob seu comando
Eu serei o seu guardião
Quando tudo está desmoronando
Vou segurar firme a sua mão
(…)
Nós estamos nos separando
E chegando juntos novamente e novamente
Nós estamos distanciando um do outro
Mas nós nos mantemos juntos
Nos mantemos juntos, juntos de novo
Não me deixe ir”
No dia seguinte ao chá de fraldas, eu e Edward fomos às compras a tarde.
Compramos algumas coisas que faltavam pros bebês e os dois berços. Como a loja não montava, Edward ficou encarregado de encontrar alguém que montasse os berços no quarto que seria dos bebês. Eu pedi que fizesse isso ainda essa semana. Não queria que os bebês nascessem sem o quartinho deles.
Eu já estava ficando louca.
O quarto dos gêmeos era um grande vazio cheio de sacolas e só de pensar que eles podiam nascer a qualquer momento isso me desesperava.
Rachel viria daqui uma semana. Ela lavaria as roupas em um dia e no outro passaria.
Não tinha condições de eu fazer tudo isso sozinha. Minha barriga parecia pesar 200kg e meus pés estavam inchados.
Duas semanas depois do chá de fralda era nossa última aula do curso de gestante e talvez fosse a pior, nós iríamos dedicar o tempo da aula pra conhecer os tipos de parto e talvez seria a última chance de mudar de opinião.
Nós vimos o parto cesáreo, natural, cócoras e na água.
Cada vez que o filme mudava Edward e Jasper ficavam em 4 tons diferentes de verde.
Tenho que admitir, eu estava ficando enjoada e assustada com aquilo.
Todo mundo diz que é tão lindo e eu, sinceramente, achei assustador como o inferno.
Eu não tinha pra onde correr, eu tinha que escolher qualquer um deles de qualquer forma, porque os bebês precisavam nascer, mas confesso que fiquei chocada.
Sangue, gritos, dor, corte, sutura e uma genitália deformada. Oh Deus!
A aula durou, como sempre, 50 minutos e quando saímos de lá Edward estava calado, nem se despedir de Jasper e Alice ele se despediu.
- Ok, o que houve? – perguntei assim que entramos em seu volvo.
- O quê? – ele me olhou confuso.
- Você está calado. Sua última palavra foi antes da aula e depois nem um suspiro. O que houve? – perguntei mais uma vez.
- Se importa de passarmos na livraria? Tenho que ir lá antes de ir pra casa. – ele me ignorou completamente.
Eu dei de ombros e ele colocou o carro em movimento.
Nos 20 minutos que levamos até a livraria Edward continuava calado, mudo, parecia uma estátua.
Ele parou o carro, saltou e abriu a porta do carona pra mim.
Eu não saí.
- Vai esperar aqui? – ele perguntou.
- Edward, você pode, por favor, me dizer o que está acontecendo? – perguntei. – Você está me assustando.
Ele suspirou e agarrou os cabelos com as mãos.
- É que… merda, eu não sei como te dizer isso. – ele olhou pro chão.
Eu saltei do carro e bati a porta atrás de mim, ficando na sua frente.
- Ok. – suspirei preocupada. – Sou eu Bella, lembra? Estou te ouvindo.
Ele deu um passo pra trás pra me encarar.
- Eu não sei se eu posso fazer isso. – ele sussurrou e eu o olhei chocada. Do que ele está falando? – Oh não… não Bella, não é isso! Eu digo, o parto… é surreal… eu, eu não sei se consigo estar lá com você.
Eu soltei o ar que prendia em meus pulmões aliviada.
- Edward, nós já conversamos sobre isso. Você disse que estaria ao meu lado. – o lembrei.
- Eu sei amor, mas isso foi antes de eu ver… aquilo. – ele falou a última palavra com nojo.
- Você está dizendo que vai me deixar sozinha quando eu mais preciso de você, é isso? – perguntei irritada.
- Bella, eu vou estar na sala ao lado e assim que eles nascerem vou ficar ao seu lado. – ele disse.
- São os nossos filhos Edward e você vai me deixar passar por isso sozinha? – minha voz saiu um pouco alterada.
- Bella, eu só não quero ser mais um paciente naquela sala. O foco tem que ser você e não o pai idiota que desmaiou por não agüentar. – ele sorriu.
Mas eu não vi humor. Eu estava muito, muito irritada.
Porra! Ele sabia que eu precisaria dele ao meu lado, me apoiando, me dando força.
Nós conversamos milhões de vezes sobre isso e trabalhamos isso no curso. Agora ele vem me dizer que vai me deixar sozinha?
- A Rose pode ficar com você. – ele disse.
- Eu não quero a Rose comigo. Eu queria você! Mas se você não pode, eu vou passar por isso sozinha, como eu já havia planejado. – joguei em sua cara.
- Podemos discutir isso em casa? Nós estamos na rua. – ele me lembrou.
- Nós não precisamos mais discutir sobre isso. – falei emburrada. – Eu já disse… – minha voz foi cortada por uma voz aguda gritando um apelido ridículo de Edward.
- Eddie!!! – a vaca loira da Tânia saia saltitando de dentro da livraria.
- Oi Tânia. – ele disse sem emoção.
Eu a olhei, mas acho que ela nem me notou ali.
Claro, ela estava ocupada secando Edward.
- Fiquei te esperando lá em casa, mas você não foi. – ela fez um bico. Edward me olhou, mas ela olhava pra ele.
Eu o encarei com ódio nos olhos.
- Eu falei que não ia Tânia. – ele deu de ombros. – Conhece Bella? – ela finalmente percebeu minha presença. – Bella essa é a Tânia. Tânia essa é a Bella.
- Oh… oi. – ela acenou com a mão pra mim e eu fiz o mesmo, além de dar meu melhor sorriso amarelo sem emoção a ela. – Edward fala muito de você.
- Oh sim! Eu sei que sim. – concordei ironicamente.
- Oh meu Deus! Você está grávida?! – ela quase gritou. – Eu… eu não sabia que vocês estavam juntos a tanto tempo pra terem um bebê. – ela carregou sua voz de cinismo.
- São gêmeos querida. – usei meu sarcasmo.
- Você não me disse nada. – Tânia deu um tapa no ombro de Edward sorrindo pra ele.
Edward estava sem ação.
- Eu te disse que Bella estava grávida Tânia. – ele revirou os olhos.
- Não me lembro. – ela sorria de orelha a orelha. – Quando isso aconteceu? – ela perguntou.
- Eles não são meus, Tânia. – ele disse. – Mas eu os assumi.
A partir daquele momento eu não ouvi mais nada. Meu mundo literalmente caiu enquanto eu via aquela piranha mexendo a boca e falando sem parar.
Edward desviou seus olhos de Tânia e me olhou.
Ele deve ter visto minha cara porque logo estava ao meu lado afagando meus ombros.
- Você está bem? – ele sussurrou e a vaca continuava falando.
- O que você disse? – perguntei num fio de voz.
- Não me lembro Bella. – ele olhava em meus olhos.
- Você disse que eles não são seus. – eu sussurrei alto o suficiente pra que só ele ouvisse.
- Eu disse? – ele perguntou. Eu não conseguia ler sua expressão. – Foi da boca pra fora amor.
Eu tirei suas mãos do meu ombro com força.
- Está tudo bem? – Tânia perguntou. – Ela não parece bem Eddie. Não é melhor levá-la ao hospital? E se ela cair aqui e se machucar? É melhor… – Edward a interrompeu.
- Tânia, o que você ainda faz aqui? – ele perguntou a ela calmamente.
Ela levantou as mãos como se tivesse se rendendo e saiu, entrando na livraria.
- Bella amor, eu não quis dizer realmente aquilo, me perdoe. – ele se explicou.
- E o que você realmente quis dizer? – perguntei sentindo as lágrimas descendo dos meus olhos.
- Bella, você sabe que eu amo você e as crianças, por favor? – ele pediu.
Eu me afastei de frente pra ele e sai dali.
Peguei o primeiro táxi que passava na rua e fui pra casa.
Eu entrei pela porta lateral pra que ninguém na Boston me visse naquele estado.
Fui direto pro meu quarto e me joguei na cama chorando tudo que me corpo me permitiu.
Eu tinha vários motivos pra estar com raiva dele por causa de ciúmes da Tânia. A intimidade entre eles, o convite a casa dela… Pelo amor de Deus! Nem contar a ela que eu estava grávida ele contou!
Mas o pior foram aquelas 4 palavras.
“Eles não são meus”
Como ele pôde fazer isso comigo?
Além da humilhação na frente daquela piranha, me desmerecer.
Desmerecer os meus filhos!
Meus!
Me levantei com fúria e peguei a primeira mala que eu vi. Fui até o closet e fui jogando as roupas dele que eu encontrava pela frente dentro dela.
- Bella? – ele me chamou provavelmente da sala. – Bella?
Eu continuei colocando suas coisas dentro da mala.
- O que você está fazendo? – ele perguntou chocado quando entrou no closet.
- Não está vendo? – perguntei com ironia. – Estou te livrando do fardo que é assumir os meus filhos Edward.
- Bella, pare, por favor. – ele pediu.
- Eu não quero sua piedade Edward. Eu não quero compaixão, eu não quero seu dinheiro, não quero nenhum favor seu… e o principal… eu não quero, eu não pedi pra você ser o pai dos meus filhos, portanto… pegue suas coisas e vá embora.
- Não! Eu não vou! – ele disse firme. – Você pode me deixar explicar? – ele pediu. – Deus Bella, você está tremendo. – ele ia se aproximar de mim, mas eu o impedi.
- Por favor, não toque em mim.
- Bella, você entendeu errado amor… – eu o cortei.
- Me diz qual outra interpretação você me daria pra “eles não são meus”? – perguntei.
- Bella, eu só usei as palavras erradas. – ele suspirou derrotado. – Tânia estava me irritando, te irritando, eu perdi a cabeça e eu falei merda. Me perdoe.
Eu ri.
- Quantas vezes você já me disse isso Edward? Quantas vezes você já me pediu perdão? – perguntei. – Por favor, vá embora, acabou. Eu não quero que você se sinta obrigado a assumir meus filhos porque você acha que me ama.
- Não diga isso! – ele pediu irritado. – Eu amo você merda! E eles são meus também. – ele apontou pra minha barriga.
- Não! NÃO SÃO! – gritei. – Você sabe que não são. Você mesmo disse isso… Não seja hipócrita Edward. Pegue suas coisas e vai embora.
- Já disse que não vou. – sua voz estava firme.
- Se você não for, eu vou. – eu disse.
- Bella, por favor, isso não é bom pra você, pros bebês, tente se acalmar amor.
- QUE INFERNO EDWARD! – eu gritei. – SAÍ DA MINHA CASA, DA MINHA VIDA. – solucei. – Por favor, apenas vá embora.
Meu estômago estava embrulhado, minha cabeça doía e minhas mãos tremiam.
- Eu não vou desistir de vocês Bella. – ele disse indo até a porta.
- Não faça isso Edward, acabou. – solucei mais forte.
Dizer essas palavras doía. Demais.
Ele saiu do quarto ignorando a mala com as suas roupas.
E foi embora. Da minha casa, da minha vida.
O resto que sobrava do meu mundo terminou de desabar na minha cabeça.
As palavras que ele e Tânia disseram ficavam dançando na minha cabeça.
Eu me levantei da cama por que não conseguia respirar deitada. Eu estava sufocada e não conseguia mesmo respirar.
Eu forçava o ar a entrar nos meus pulmões, mas nada passava.
Me sentei com dificuldade no chão me agarrando ao mantra de que eu tinha que me acalmar.
Isso é só um ataque de pânico. Se acalme! Lembre-se… seu oxigênio, oxigênio dos bebês.
Minhas narinas já estavam começando a ficarem secas e eu respirava como um asmático em crise.
Deus! Eu ia morrer. Sozinha nessa casa.
Por alguns minutos eu desejei que Edward ainda estivesse na sala. Tentei chamá-lo, mas minha voz não saia.
Deitei de novo na cama tentando me acalmar, mas não conseguia. Nem me acalmar e nem respirar direito.
- Bella! – a voz de Rose saiu como um grito. – Oh meu Deus! – ela correu até mim. – Se acalme está tudo bem. – ela me pegou em seus braços me embalando como um bebê. – Shhh está tudo bem, respire querida. – eu inspirei e consegui um pouco de ar. – Isso… assim… respire de novo pra mim Bella… isso… por favor, se acalme e respire querida.
Ela ficou durante minutos me acalmando e me embalando nos seus braços.
Até que eu adormeci.
No dia seguinte eu, infelizmente, acordei.
Minha garganta estava seca, minhas narinas queimavam e eu não sentia os bebês se mexerem.
Eu só queria que eles estivessem bem ou eu não agüentaria, ou nada teria valido a pena.
Me ergui e vi Rose dormindo na poltrona do meu quarto.
Um anjo em minha vida.
Me levantei ignorando a tontura e fui tomar um banho.
Quando a água quente caia pelas minhas costas a realidade me esmurrou.
Edward não fazia mais parte da minha vida.
Ele foi embora, eu o mandei embora, e deixou um buraco no meu peito.
Minhas lágrimas se misturavam com a água do chuveiro e eu agradeci a isso quando Rose entrou no banheiro e não reparou que eu chorava.
- O que houve minha amiga? – ela perguntou triste.
- Eu o mandei embora Rose. – minha voz saiu firme. – Apenas, acabou.
- Por quê? – ela perguntou. – Vocês se amam tanto Bella.
- Só amor não é suficiente Rose, é preciso coragem, vontade. – falei.
- O que aconteceu Bella? – ela sentou na borda da banheira.
Eu contei tudo pra ela, desde a saída do curso até os minutos antes dela chegar e me encontrar naquele estado.
- Você não o deixou se explicar por quê? – ela perguntou.
- Rose, a boca fala o que o coração está cheio. Meu pai sempre me disse isso. – eu disse. – Se ele disse é porque realmente sente.
- Ele te ama Bella, até um cego vê isso. – ela disse séria.
- Eu sei que ele me ama Rose, mas eu quero mais que amor. – sussurrei. – Por favor, não quero mais falar sobre isso. – ela assentiu. – Me leva na clinica?
- Você está bem? – ela se levantou me passando minha toalha.
- Estou, mas eles ainda não se mexeram hoje. Eu quero ter certeza que estão bem.
Depois que tomamos café, Rose me levou a clínica e o Dr. Cox disse que estava tudo bem com Nicolas e Olívia.
Rosalie me disse que Edward ligou pra ela antes de sair. Ele disse a ela que eu estava muito nervosa e pediu pra ela me fazer companhia. Segundo ela, ele ficou esperando ela chegar e lhe deu sua chave pra que ela entrasse.
Alice esteve lá em casa e assim como Rose, tentou me confortar.
Talvez alguém conseguisse… eu não tenho certeza.
Toda vez que aquelas palavras apareciam pra mim mais um pedaço era arrancado do meu peito.
continua…
Ai q raiva desse fracote burro !!!! Se eu pudesse dar nele, eu dava….Como pode deixar 1 mulher de 9 meses nervosa ????? Não tem perdão, ela pode dizer q sim, q tá tudo bem, mas vá saber, no fundo mesmo, acho q fica mágoa, sim !!!! Bjos
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aah, eles não podiam brigar de novo. O Edward não devia irritar uma grávida, mas a Bella tbm não precisava ter exagerado mandando ele embora daqule jeito! preciso de outro cap.
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Eu compreendi oq ele disse, ela nem se quer deixou ele se explicar…
Assim fica dificil, essa estória ta tão DRAMATICA, que COMEDIA ROMANTICA passa longe hem…
Espero que ela o perdoe e deixe ele se explicar, e que ele de algum modo ele faça ela enchegar o quanto ele a ama e os bebês tbm!
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