Segundo Plano – Prólogo e Capítulo 1

Autora: Bruna Matheus
Shipper: Beward, personagens da saga e uns inventados por mim
Censura: NC-17
Gênero: Comédia-romântica. Lemons. Universo alternativo. Alguns palavrões…rsrs

PRÓLOGO:
Eu tinha um plano.
Meu plano implicava em um casamento bem sucedido, com um homem que me amava incondicionalmente.
O homem em questão era o mais lindo que já se havia visto na cidade de Sacramento e… era meu. Sorry.
Seus cabelos eram um tom indefinido, alguma coisa entre castanho claro e loiro dourado, sua boca era um rosa convidativo e que eu nunca, nunca cansaria de beijar. Ele era alto e seu corpo… ahhh seu corpo… era definido, sem ser atlético e forte, sem ser musculoso, forte o suficiente pra apenas me proteger em um abraço e eu nunca, nunca cansaria de serpentear minha mãe pelo seu peito ou seu abdome. Suas mãos eram grandes e quentes e ao mesmo tempo em que me mostravam seu carinho, me davam prazer com seus longos e grossos dedos. Seus olhos eram de um verde tão intenso que às vezes me sentia constrangida de encará-lo, mesmo estando anos ao seu lado. Seu rosto era de uma simetria perfeita combinando em uma perfeição arrebatadoramente linda seus olhos, nariz e a boca.
Ele corava fazendo suas bochechas ficarem ruborizadas num tom incrível de vermelho e aquilo me excitava só de olhar. Geralmente quando ele estava corado foi por causa de alguma provocação que eu fiz a ele.
O sexo era incrível.
Meu marido era o Deus do sexo.
Era todo dia toda hora, mesmo nós tendo 3 crianças em casa.
Meus filho eram incríveis, três crianças maravilhosas e que era a cara do pai.
Jully era a mais velha, seguida por Martin e Olívia que era nosso bebê.
Eu não poderia pedir vida melhor.
Éramos bem sucedidos, nos amávamos e tínhamos filhos maravilhosos.
Mas…
Como eu disse… esse era o plano.
Quando eu arquitetei esse plano eu devia ter uns 25 anos e já estava desesperada pra encontrar ágüem que me completasse e casar.
Alguém como o homem dos meus sonhos.
Mas aqui estava eu…
Solteira, bem sucedida e sozinha… e o pior.
Eu já estava com 32 anos.
COM MALDITOS 32 ANOS.
O meu relógio biológico já tinha virado uma bomba relógio dentro de mim.
Podia ouvir o seu maldito e irritante…
Tic tac, está na hora de casar.
Tic tac, depois dos 35 fica difícil ter filhos.
Tic Tac, sua avó vai morrer e você ficará sozinha.
Que inferno!
Será que existe algum problemas com as mulheres?
Por que diabos a gente tem que nascer com as porra dos óvulos contados?
Porque não podemos ser como os homens que com 90 anos ainda tem espermatozóides?
Pensar nisso tudo mais uma vez me levou a uma solução.
A solução do desespero.
Eu precisava de um segundo plano.
- x -
Capítulo 1
Hoje era sem dúvida o pior dia da minha vida.
Meu aniversário de 32 anos.
Maldito tempo inimigo das mulheres e dos relógios biológicos.
Será que alguém poderia ter dito aos meus ovários pra que eles não envelhecessem?
Talvez se eles se congelassem nos 20 anos e quando eu arrumasse um marido já idosa eu ainda poderia ter filhos.
Será que é tão difícil assim engravidar?
Não Isabella, não é difícil, apenas é preciso de um homem com um pênis e alguns espermatozóides dentro pra isso. – minha consciência me lembrou.
Ah! E sexo!
Pra se fazer bebês é preciso de sexo.
E Deus… nem sei quando foi a última vez que fiz isso.
Me chutei e cama e me sentei naquela enorme cama vazia do meu quarto.
Eu tinha que tomar providencias quanto a isso.
Considerando que eu sempre tenho meus amigos por perto isso nunca aconteceria, mas eu queria uma família, a minha família.
Há anos eu não sei o que é isso.
Eu perdi minha mãe quando eu tinha 8 anos, depois disso meu pai pirou e quando eu completei 10 ele se matou me deixando com a minha avó materna Zoe.
Zoe é tudo que eu tenho, principalmente se falando em família, mas ela já tem 91 anos e eu sei que logo ficarei mais uma vez sozinha.
Sozinha… suspirei.
Ela palavra me cercava todos os dias me lembrando do meu status de solteira solitária.
Meu amigos queriam comemorar meu aniversário.
Jura? Mesmo?
Será que eles não entendiam que não havia motivos pra celebração?
Será que eles não entendem que quando você está sozinha, fazer 32 nos significa que você está envelhecendo rápido demais?
Claro que eles não entendiam!
Rose era como uma irmã pra mim, ela era da minha idade, mas tinha o que eu não tinha… uma família. Ela é casada com um grande amigo meu Emmett e juntos eles tiveram trigêmeas a Sara, Kara e a Lara.
Por Deus! Não me pergunte por que Rose fez isso com as crianças. Nós acreditamos que foi um susto psicótico de falta aguda de criatividade e é claro que também afetou a cabeça oca de Emmett.
Como se não bastasse eu ter o modelo de família feliz sendo esfregado no meu nariz todos os dias havia Alice e Jasper.
Alice era um anjo em minha vida, nos conhecemos depois da faculdade e acabamos virando sócias e agora com 27 anos ela estava noiva de Jasper que também trabalhava no nosso negócio.
Viu? Como eu posso esquecer que eu estou virando uma velha amarga e caduca?
Eu trabalhei durante 10 anos pra uma empresa multinacional. Eu era assistente pessoal do presidente da empresa, mas chegou uma época que aquilo estava me sufocando.
Foi quando conheci Alice e Jasper. Eu tinha um bom dinheiro das minhas economias do emprego como assistente – e, diga-se de passagem, eu ganhava muito bem – eu juntei o meu dinheiro com o de Alice e compramos uma antiga cafeteria que estava pra fechar no centro de sacramento.
Cafeteria Boston.
Nós decidimos manter tudo como estava lá, só mudamos a forma de gerenciamento e deu super certo, afinal eu era formada em administração de empresas e Alice em economia.
Boston era nosso bebê e nós nos revezávamos pra olhá-lo de perto. Sendo assim, nós trabalhávamos um dia sim um dia não.
Eu entrei com 70% do capital, já que nos fundos do café tinha uma casa e eu queria morar nela.
Eu amava minha casa. Era perfeita pra mim. 2 quarto, nem grande e nem pequena. Meu lugar favorito era a sala.
Saí da cama antes que mais uma enxurrada de lamentações me atingisse e fui tomar um banho.
Eu precisava me arrumar. Hoje Alice e Jasper estavam de folga e era meu dia de ficar na cafeteria supervisionando os funcionários.
Coloquei um vestido azul, saltos pretos, fiz uma maquiagem leve e prendi meus cabelos num coque mal feito.
Na cafeteria foi tudo a mesma coisa.
Uma movimentação só.
Não é a toa que a Boston está entre as 10 melhores cafeterias de Sacramento, de acordo com o jornal local.
Orgulho? É pouco!
Isso é resultado de um bom trabalho em equipe.
No meio da tarde eu fui ficar no caixa pra que Jonhson fosse ao banheiro.
Quando eu estava mexendo na gaveta do caixa eu vi um antigo cartão esquecido ali.
“Dr. Peter Cox
Especialista em Fertilização”
Será que era uma luz?
Me lembrei vagamente de uma conversa que eu tive com esse médico a mais ou menos uns 2 anos atrás e me lembrei de suas palavras durante aquela consulta.
Era isso!
Isso que eu precisava fazer.
Estava feita a minha decisão.
Peguei meu telefone e por uma obra do divino consegui uma consulta pra ele amanhã.
Depois daquele telefonema meu dia mudou completamente.
Eu era até capaz de sorrir espontaneamente pros clientes e não espantá-los com minha cara fechada.
Peguei meu celular e liguei pra Alice.
- Bella? – ela atendeu – Algum problema?
- Não. – eu disse animada. – Avise Rose e o Emm que nós vamos sair hoje à noite. Ah! E eu deixo vocês escolherem o local.
- Uau! – ela disse surpresa. – O que aconteceu na cafeteria pra te deixar assim… ele é bonito?
- Não tem a ver com um homem Alice. – revirei meus olhos. – Mas temos um motivo pra comemorar.
- Ok, senhorita festividade. Vou resolver com eles e te aviso aonde e o horário, ok? – ela perguntou.
- Perfeito. – nos despedimos e eu desliguei.
Ainda fiquei mais algumas horas no Boston, até finalmente dar 6 horas e fecharmos.
Me despedi dos funcionários e entrei pra casa.
O bom de morar nos fundos da loja é que eu tinha 2 entradas. Uma pela lateral e a outra por dentro da loja, o que me dava à vantagem de não ter que aparecer na rua pra ir pra casa ou ter que fechar a loja pela rua.
Quando entrei no pequeno quintal da minha casa fui até a casinha de Beka, ela estava quieta demais hoje.
- O que houve bebê? – me agachei a sua frente.
Ela deitou com as costas no chão e abriu a barriga pra que eu a coçasse.
- Vamos Beka! – a chamei pra dentro de casa.
Depois de umas duas horas que eu entrei Alice me ligou dizendo que era pra eu estar as 10 na porta da V2O, uma boate famosa em Sacramento.
Eu comi alguma coisa e relaxei vendo um pouco de TV.
Quando deu umas 9 horas eu fui me arrumar.
Coloquei um vestido preto curto e justo com um decote generoso, mas suas mangas era longas e meu par de Louboutin para ocasiões especiais com essa.
Afinal, era meu aniversário!
Argh!
Deixei meus cabelos soltos e fiz uma maquiagem esfumaçada de preto nos olhos. Peguei minhas bolsa carteira, a chave do meu carro e saí.
Em poucos minutos estava parando na porta da V2O e dando a chave do carro ao manobrista.
Emm, Rose, Alice e Jasper já estavam lá.
- Uau! – Rose disse surpresa. – Sei que é seu aniversário, mas aonde vamos toda produzida?
- Bom, eu disse que precisamos comemorar. – dei de ombros.
- Ela está até de Louboutin Rose. – Alice riu apontando pro meus pés.
- Vamos ficar aqui fora ou vamos entrar. Eu preciso beber. – Emmett disse impaciente.
Nós pegamos e entramos.
Tive que revirar os olhos quando sentamos a mesa e eu me vi cercada por dois casais apaixonados.
Nós dançamos, bebemos e rimos muito.
Eu já tinha perdido as contas de quantas taças de Stramberry Dawn eu tinha bebido.
- E então, o que estamos comemorando? – Jasper perguntou já no final da noite. – Você ainda não disse. – ele me lembrou.
Eu me ajeitei na cadeira e suspirei, soltando o ar bem devagar.
- Bom, vocês são meus amigos e sabem que meu plano inicial foi por água a baixo. – falei.
- Ah sim. – Rose disse. – Casar com o cara de cabelos dourados, ter uma dúzia de filhos e bla, bla, bla.
- Hey! – a repreendi. – Não faça pouco caso do meu plano. – fiz uma falsa cara de ofendida. – Ele teria dado certo se eu tivesse arrumado um cara que preste. – dei de ombros.
- Não liga pra ela Bells… nos conte. – Alice pediu curiosa ao mesmo tempo em que Rose bebia sua bebida num canudinho e revirava os olhos.
- Bem… – pausei. – Como o plano principal falhou, eu resolvi bolar um segundo plano.
- E seria? – Emmett me incentivou.
- Eu vou fazer uma inseminação artificial. – falei animada e de uma vez só.
- O que isso significa? – Jasper perguntou confuso olhando de mim pra Alice.
- Consiste em basicamente a implantação de sêmen congelado no meu útero em uma tentativa de me fazer engravidar. – sorri.
Os três me olharam chocados e ficaram bons minutos em silêncio.
Terminei de beber meu drink e resolvi acabar com aquela tortura.
- Vamos lá gente! – disse empolgada. – Não é tão ruim assim… – falei. – E no final das contas eu vou ter um bebê.
Rose engasgou.
- Pra que você quer um bebê? – ela perguntou chocada.
- Eu não quero um bebê Rose. – disse irritada. – Eu quero um filho e se eu não consigo por métodos convencionais. – diga-se sexo gostoso. – Eu vou recorrer a medicina pra isso.
- Você não sabe o que está falando! – ela balançou a cabeça indignada.
- Por quê? – perguntei chocada.
- Um filho é muita responsabilidade Bella. Não é como brincar de boneca ou descartar quando você cansar dele… fora a questão financeira… – eu a cortei.
- Dinheiro não é o problema pra mim Rose. – falei indignada me levantando. – Vocês falam isso porque vocês tem uns aos outros e eu? – quase gritei por cima da música alta. – E quando a minha avó morrer Rose, uhn? Você está sendo egoísta!
Peguei minha bolsa.
- Bella fique! – Alice pediu se levantando.
- O que você acha disso? – perguntei a ela.
- Eu… eu acho que você devia esperar um pouco antes de tomar essa decisão. – ela abaixou a cabeça.
- Muito obrigada pelo apoio de vocês. – me virei e sai.
Quando saí do clube pedi meu carro ao manobrista e uns 2 segundos depois ele o trouxe.
Fui pra casa. Triste e magoada.
Por que diabos ninguém me entendia?
Por que diabos ninguém me entendia?
Porra! Quando Zoe morrer só vai existir uma Swan no mundo e eu serei essa pessoa solitária.
Tomei um banho, tirei minha maquiagem cuidadosamente e fiz meu ritual de cremes e hidratantes noturnos.
Quando me deitei eu cheguei a conclusão que eu não ia deixar a opinião dos meus amigos interferir na minha opinião.
Eu faria a inseminação.
Eu teria meu filho e mostraria a todo mundo que ser mãe solteira não é tão ruim assim.
Eu só não esperava que no dia da concretização dos meus sonhos minha vida tomasse outro rumo.
continua

4 Responses to 'Segundo Plano – Prólogo e Capítulo 1'

  1. pamy disse:

    Mto fofa

    [Reply]

  2. Vivi disse:

    Hum, gosto de mulheres independentes, liberais. Vai ser legal. Bjos.

    [Reply]

  3. Camille disse:

    Bom começo :)
    Também gosto da personalidade forte dela :D

    [Reply]

  4. Marina disse:

    MUITOOOO CURIOSA pelos proximos capitulos!!!!!

    :)

    [Reply]

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